Edição 298Novembro 2019
Segunda, 09 De Dezembro De 2019
Editorias

Publicado na Edição 298 Novembro 2019

Acervo FAMS

Arquitetura e arte

Eber de Gois: “O artista é uma antena do seu tempo”

Arquitetura e arte

Arquiteto, poeta e pintor, Eber de Gois gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 12 de junho de 2019, no espaço que leva seu nome e que combina ateliê, estúdio, biblioteca e ambiente onde sua arte pode ser admirada, discutida e compartilhada. Em sua entrevista, de Gois nos conta do seu fascínio por desenhos desde a infância e sobre sua trajetória profissional e pessoal.

Eber de Gois nasceu em Santos, em 14 de agosto de 1948. Fascinado por desenhos e cores desde a infância, seu primeiro contato com a arte se deu por meio das revistas em quadrinhos: “Eu ficava contagiado pelo mundo das cores que preenchiam os desenhos nos gibis, diferentemente das demais crianças, que concentravam toda a atenção nas historinhas. Nessa época, percebi que havia nascido para desenhar”, relembra.

O primeiro emprego, desenvolvido em uma agência de publicidade, enriqueceu a bagagem gráfica do pintor. Outra experiência profissional importante foi ao ingressar numa empresa de economia mista em Santos, a Progresso e Desenvolvimento de Santos S.A. (Prodesan), que possuía gráfica: “Essa nova fase me proporcionou o envolvimento com outros setores, aprendendo e tomando conhecimento de outras técnicas: fotografia, escala de cores, off set, provas gráficas e impressão, na sua fase inicial até os produtos finais que eram basicamente tabloides, folhetos e folders”, descreve. Foi nessa mesma empresa que o artista teve contato com a Arquitetura.

Aos 29 anos concluiu o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos (FAUS). Novas oportunidades surgiram e proporcionaram ao artista muita experiência e expansão de seu universo de amizades na área. Foi através do seu trabalho que surgiu o convite para trabalhar como arquiteto residente no Hotel Sheraton Mofarrej de São Paulo (atual Gran Meliá).

Após sete anos em São Paulo, o próximo passo para de Gois foi o Rio de Janeiro, a convite do arquiteto Sérgio Rodrigues, criador da OCA e da cadeira mole. Esse contato com o Rio de Janeiro durou um ano. Esses oito anos passados longe de Santos, sua cidade natal, foram extremamente importantes para seu enriquecimento profissional e pessoal. Paralelamente ao seu trabalho na arquitetura, ele nunca se desvencilhou das artes plásticas, dedicando-se à pintura nas horas vagas.

Em seguida, Eber de Gois retorna à Prodesan, agora como arquiteto, e a partir daí começa uma nova fase na sua vida, sentindo-se seguro para investir na pintura: “Era o momento de investir em mim mesmo, estava seguro e confiante. Eu sabia que muitos artistas quando se davam conta da riqueza de suas bagagens culturais não hesitavam investir mais intensamente na sua arte, e eu me incluía nesse cenário”.

De Gois já tem espaço conquistado pela sua obra, mas diz: “O artista tem uma inquietação natural que não acaba nunca. Pesquisar, buscar novas técnicas, fazer novos experimentos é imprescindível. O artista é uma antena do seu tempo. A realização está na satisfação de ver seu trabalho apreciado. Pretendo continuar inovando, investindo na criação de arte objeto e escultura”.

A entrevista completa de Eber de Gois pode ser acessada no canal oficial do Programa Memória-História Oral no Youtube, em www.youtube.com/c/programamemoriahistoriaoral, e visitas ao Espaço Eber de Gois, que fica no bairro do Gonzaga, em Santos, podem ser agendadas pelo telefone (13) 98119.3833.

Publicado na Edição 297 Outubro 2019

Acervo FAMS

Literatura como crítica social

Ademir Demarchi: trabalho mais recente é Gambiarra: uma pinguela para o futuro do pretérito

Literatura como crítica social

O escritor Ademir Demarchi foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 13 de junho de 2017, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Demarchi relata em seu depoimento a sua trajetória de vida pessoal e seu trabalho como escritor, que inclui várias obras publicadas ao longo de três décadas.

ADEMIR Demarchi nasceu em Maringá, em 7 de abril de 1960, e reside em Santos há 25 anos, onde trabalha como redator. Formado em Letras/Francês, com mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (1991) e doutorado em …

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Publicado na Edição 296 Setembro 2019

Acervo FAMS

Educação e cidadania feminina

Audrey Kleys: “Construir uma sociedade mais participativa e consciente dos seus direitos e deveres”

Educação e cidadania feminina

A educadora, jornalista e vereadora Audrey Kleys foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 14 de dezembro de 2016, na Sala Serafim Gonzalez, localizada na Casa de Frontaria Azulejada, no Centro Histórico de Santos. Em seu depoimento, Audrey recorda passagens de sua infância, adolescência e de sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional.

AUDREY Kleys Cabral de Oliveira Dinau nasceu em Santos, em 23 de setembro de 1974. Casada e mãe de um filho, Audrey é jornalista, professora, bacharel em Direito, pós-graduada em Formação de Professores em Educação à …

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Publicado na Edição 294 Julho 2019

Acervo FAMS

Um século dedicado às artes e filantropia

Edith Pires: “Memórias do Casarão Branco”, seu livro mais famoso

Um século dedicado às artes e filantropia

A escritora Edith Pires foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 23 de agosto de 2008, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Edith recorda suas memórias como moradora do casarão branco, que atualmente abriga a Pinacoteca Benedito Calixto, e sua relação com a literatura, artes e filantropia, vividas ao longo do século XX na cidade de Santos.

EDITH Pires Gonçalves Dias nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1919 e veio com a família para Santos com um ano de …

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Publicado na Edição 293 Junho 2019

Acervo FAMS

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Amoreira: escritor, dramaturgo e jornalista

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Poeta, contista e crítico literário, Flávio Viegas Amoreira foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 7 de novembro de 2016. Na entrevista, gravada na Casa de Frontaria Azulejada, localizada no Centro Histórico de Santos e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Amoreira falou de sua carreira de escritor e de suas primeiras lembranças, ligadas ao mar e ao Colégio Canadá, onde ele passou os melhores anos de sua infância e juventude.

Escritor, dramaturgo e jornalista, o santista Flávio Viegas Amoreira é uma das mais …

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Publicado na Edição 292 Maio 2019

Acervo FAMS

A literatura como refúgio

Manoel Herzog: “Não traço plano de escrever; vou escrevendo uma história aleatória e o enredo vai surgindo, como se o livro estivesse pronto em algum lugar e eu o fosse buscando”

A literatura como refúgio

O advogado e escritor várias vezes premiado Manoel Herzog foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS) em 4 de maio de 2017. Na entrevista, gravada no estúdio da Universidade São Judas, Campus Unimonte, Herzog lembra, entre outros assuntos, quem eram seus ídolos na infância: “Além de ser o mais novo da escola, eu era péssimo em futebol. O meu refúgio era a literatura, e meus heróis da infância eram José Mauro de Vasconcelos, Jorge Amado, Chico Buarque, Aldir Blanc…”.

MANOEL Herzog …

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Publicado na Edição 291 Abril 2019

Acervo FAMS

Psicologia, literatura e música

Luiz Cancello, apaixonado pela literatura, trabalho e música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”

Psicologia, literatura e música

O psicoterapeuta e escritor Luiz Cancello foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) em 26 de julho de 2017. Em seu depoimento, Cancello fala sobre seu nascimento em casa, com parteira, na Rua Pernambuco, seus estudos no ginasial do tradicional Colégio Canadá, sua paixão pela literatura, pelo seu trabalho e pela música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”.

LUIZ Antonio Guimarães …

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Publicado na Edição 290 Março 2019

Acervo FAMS

Paixão pelo esporte e jornalismo

Vladir Lemos: “O esporte faz parte da minha vida”

Paixão pelo esporte e jornalismo

O jornalista e escritor Vladir Lemos foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), em 27 de dezembro de 2016. Na entrevista, Vladir fala sobre sua infância, a sua juventude e a relação com o mar e as praias da região, os estudos no curso de Comunicação, seu trabalho, seus livros e sua paixão pelo futebol: “Tenho uma paixão muito grande pelo esporte, além do jornalismo. Acho que jogar bola foi a coisa que eu mais fiz, desde criança. Como adoro o …

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Publicado na Edição 289 Fevereiro 2019

Acervo FAMS

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende escreve ficção, poesia e é tradutora

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), em 16 de agosto de 2017. Sobrinha-neta do poeta parnasiano Vicente de Carvalho, diz que uma de suas primeiras lembranças é a de escritores reunidos na casa de sua avó, em Santos, onde nasceu e foi criada: “A casa da minha avó era um ponto de encontro de escritores. Discutia-se de tudo. Além disso, a literatura está na família. Lia as poesias de meu tio-avô Vicente de Carvalho; isso formou meu …

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Publicado na Edição 288 Janeiro 2019

Divulgação

A memória da cidade

Entrevistas estão à disposição para a consulta de pesquisadores e demais interessados

A memória da cidade

Criado em 2004, o Programa Memória – História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), já entrevistou mais de três centenas de pessoas que tiveram uma participação efetiva nas vidas artística, cultural, política, social e esportiva da cidade.

O objetivo do Programa é preservar a história e memória de Santos por meio da produção e conservação de novos documentos, colhidos através de entrevistas e utilizando a metodologia da história oral.

A preocupação com a história e a memória da cidade se justifica pelo fato de Santos …

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