Edição 305Junho 2020
Quinta, 09 De Julho De 2020
Editorias

Publicado na Edição 304 Maio 2020

Acervo FAMS

Coutinho, o “gênio da pequena área”

Coutinho: formou a mais famosa dupla de área com Pelé

Coutinho, o “gênio da pequena área”

O craque Coutinho gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 24 de maio de 2012, no Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS). Falecido em maio de 2019, Coutinho nos conta na entrevista sobre como iniciou no time principal do Santos F.C. com apenas 14 anos, entre outras memórias de sua vida pessoal e profissional.

Antônio Wilson Vieira Honório, mais conhecido como Coutinho, nasceu em Piracicaba em 11 de junho de 1943. Veio para Santos com apenas 13 anos, e ao lado de Pelé, Pepe e Dorval, montou o quarteto de ataque mais ofensivo da história do Santos F.C. É o terceiro maior artilheiro da história do clube, com 368 gols em 457 jogos.

Coutinho estreou no time profissional do Santos em 17 de maio de 1958, aos 14 anos de idade, em uma partida em Goiânia, contra o Sírio Libanês Futebol Clube. Coincidentemente, o placar foi o mesmo da estreia de seu lendário parceiro Pelé, que acontecera quase dois anos antes: vitória de 7 a 1 para o Santos. E, assim como o camisa 10, Coutinho também marcou um dos gols do Peixe em sua primeira partida pelo elenco adulto do clube.

É considerado um dos maiores centroavantes da história do futebol, e tinha como principais virtudes a frieza e a tranquilidade nas finalizações. O craque tinha, também, duas grandes características: driblava os adversários em poucos espaços e finalizava um lance com uma perfeição raramente vista. Assim, recebeu o apelido de “gênio da pequena área”, superando outros centroavantes que também se destacaram no clube, como Toninho Guerreiro e Feitiço. O próprio Pelé declara que “Coutinho, dentro da área, era melhor que eu. Sua frieza era algo sobrenatural”.

Em um jogo no Estádio Olímpico contra o Grêmio de Porto Alegre, jornalistas e torcedores que estavam no estádio relatam ter visto uma das maiores tabelas já realizadas na história do futebol. Pelé recebeu uma bola no meio de campo, na cabeça. De primeira, passou para Coutinho que, de cabeça, devolveu para Pelé. E assim foram, até a pequena área adversária, somente com toques de cabeça. No lance final, tendo apenas o goleiro à sua frente, Coutinho poderia ter concluído a gol, mas viu Lima chegar de trás e só ajeitou, mais uma vez de cabeça, para ele concluir. Gol do Santos. E a torcida do Grêmio aplaudiu em pé uma jogada histórica entre dois gênios da bola.

Coutinho, além de lembrar Pelé no jeito de jogar, também tinha características físicas muito parecidas com as do Rei do Futebol. Por isso, surgiu uma lenda de que o jogador passou a usar uma fita branca em um dos braços, para se diferenciar de Pelé. Dizia o craque: “Quando eu fazia uma jogada linda, falavam que era o Pelé, quando eu errava um passe ou chute, era o Coutinho”. De 1958 a 1970 Coutinho vestiu a camisa do Santos, conquistando 19 títulos. Faleceu em sua casa, no município de Santos, em 11 de março de 2019, aos 75 anos, em decorrência de complicações causadas por diabetes.

A entrevista completa de Coutinho pode ser acessada no canal oficial do Programa Memória-História Oral no Youtube, em www.youtube.com/c/programamemoriahistoriaoral

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br

Publicado na Edição 303 Abril 2020

Acervo FAMS

Teatro como forma de autoconhecimento

Renata Zhaneta: “Recebi uma grande herança do Roberto Peres”

Teatro como forma de autoconhecimento

A atriz, diretora, preparadora corporal, dubladora, cantora e professora de interpretação, Renata Zhaneta foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 9 de outubro de 2019, no Salão Camoniano do Centro Cultural Português de Santos. Em seu depoimento, Zhaneta nos conta sobre suas memórias de infância e juventude, sua vida pessoal e sua trajetória artística.

RENATA Zhaneta nasceu em Mirassol, interior de São Paulo, em 22 de novembro de 1959, e aos seis anos mudou-se com a família para Santos. Já nessa idade mostrava que a vida no palco …

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Publicado na Edição 302 Março 2020

Acervo FAMS

Arte como elemento transformador

Roberto Peres: “Ainda acredito no ser humano”

Arte como elemento transformador

O diretor artístico, crítico de arte e jornalista Roberto Peres gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 2 de setembro de 2014, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Dois meses depois, em novembro, Roberto Peres faleceu, deixando a cidade e a região mais pobre em relação à ação cultural vanguardista que sempre caracterizou seu trabalho. Na entrevista, Peres recorda sua infância vivida no Campo Grande e Vila Nova, as idas aos cinemas de bairro e sua trajetória pessoal e profissional.

ROBERTO Fernandes Peres nasceu …

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Publicado na Edição 300 Janeiro 2020

Acervo FAMS

Uma vida dedicada ao Tribunal do Júri

Borba: “O promotor não pode ter a vaidade de sempre querer condenar, só porque é o responsável pela acusação”

Uma vida dedicada ao Tribunal do Júri

O promotor de Justiça Octavio Borba gravou depoimento ao Programa Memória-História Oral em 22 de outubro de 2019, no Salão Camoniano do Centro Cultural Português de Santos. Em sua entrevista, Borba fala da experiência de ter atuado em cerca de 2.200 julgamentos populares (até hoje o maior número da história do país para um promotor), de seus sonhos de infância e das lembranças da família.

Octavio Borba de Vasconcellos Filho nasceu em 12 de abril de 1945, na cidade de São Paulo. Filho de pai alfandegário e mãe …

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Publicado na Edição 299 Dezembro 2019

Acervo FAMS

América Latina romanceada

Contreras: “O Crocodilo” conquistou o prêmio APCA de melhor romance de 2019

América Latina romanceada

O escritor Javier Contreras foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 25 de outubro de 2017, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Contreras comenta sobre sua infância atribulada, em constante mudança por causa do trabalho do pai, sua carreira como jornalista e a afirmação como escritor.

FILHO de pais chilenos, Javier Arancibia Contreras nasceu em Salvador, Bahia, em 30 de novembro de 1976. Sua infância é marcada por um constante revezamento entre as praias baianas e o verde do interior do Paraná …

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Publicado na Edição 298 Novembro 2019

Acervo FAMS

Arquitetura e arte

Eber de Gois: “O artista é uma antena do seu tempo”

Arquitetura e arte

Arquiteto, poeta e pintor, Eber de Gois gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 12 de junho de 2019, no espaço que leva seu nome e que combina ateliê, estúdio, biblioteca e ambiente onde sua arte pode ser admirada, discutida e compartilhada. Em sua entrevista, de Gois nos conta do seu fascínio por desenhos desde a infância e sobre sua trajetória profissional e pessoal.

Eber de Gois nasceu em Santos, em 14 de agosto de 1948. Fascinado por desenhos e cores desde a infância, seu primeiro contato …

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Publicado na Edição 297 Outubro 2019

Acervo FAMS

Literatura como crítica social

Ademir Demarchi: trabalho mais recente é Gambiarra: uma pinguela para o futuro do pretérito

Literatura como crítica social

O escritor Ademir Demarchi foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 13 de junho de 2017, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Demarchi relata em seu depoimento a sua trajetória de vida pessoal e seu trabalho como escritor, que inclui várias obras publicadas ao longo de três décadas.

ADEMIR Demarchi nasceu em Maringá, em 7 de abril de 1960, e reside em Santos há 25 anos, onde trabalha como redator. Formado em Letras/Francês, com mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (1991) e doutorado em …

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Publicado na Edição 296 Setembro 2019

Acervo FAMS

Educação e cidadania feminina

Audrey Kleys: “Construir uma sociedade mais participativa e consciente dos seus direitos e deveres”

Educação e cidadania feminina

A educadora, jornalista e vereadora Audrey Kleys foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 14 de dezembro de 2016, na Sala Serafim Gonzalez, localizada na Casa de Frontaria Azulejada, no Centro Histórico de Santos. Em seu depoimento, Audrey recorda passagens de sua infância, adolescência e de sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional.

AUDREY Kleys Cabral de Oliveira Dinau nasceu em Santos, em 23 de setembro de 1974. Casada e mãe de um filho, Audrey é jornalista, professora, bacharel em Direito, pós-graduada em Formação de Professores em Educação à …

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Publicado na Edição 294 Julho 2019

Acervo FAMS

Um século dedicado às artes e filantropia

Edith Pires: “Memórias do Casarão Branco”, seu livro mais famoso

Um século dedicado às artes e filantropia

A escritora Edith Pires foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 23 de agosto de 2008, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Edith recorda suas memórias como moradora do casarão branco, que atualmente abriga a Pinacoteca Benedito Calixto, e sua relação com a literatura, artes e filantropia, vividas ao longo do século XX na cidade de Santos.

EDITH Pires Gonçalves Dias nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1919 e veio com a família para Santos com um ano de …

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Publicado na Edição 293 Junho 2019

Acervo FAMS

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Amoreira: escritor, dramaturgo e jornalista

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Poeta, contista e crítico literário, Flávio Viegas Amoreira foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 7 de novembro de 2016. Na entrevista, gravada na Casa de Frontaria Azulejada, localizada no Centro Histórico de Santos e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Amoreira falou de sua carreira de escritor e de suas primeiras lembranças, ligadas ao mar e ao Colégio Canadá, onde ele passou os melhores anos de sua infância e juventude.

Escritor, dramaturgo e jornalista, o santista Flávio Viegas Amoreira é uma das mais …

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Publicado na Edição 292 Maio 2019

Acervo FAMS

A literatura como refúgio

Manoel Herzog: “Não traço plano de escrever; vou escrevendo uma história aleatória e o enredo vai surgindo, como se o livro estivesse pronto em algum lugar e eu o fosse buscando”

A literatura como refúgio

O advogado e escritor várias vezes premiado Manoel Herzog foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS) em 4 de maio de 2017. Na entrevista, gravada no estúdio da Universidade São Judas, Campus Unimonte, Herzog lembra, entre outros assuntos, quem eram seus ídolos na infância: “Além de ser o mais novo da escola, eu era péssimo em futebol. O meu refúgio era a literatura, e meus heróis da infância eram José Mauro de Vasconcelos, Jorge Amado, Chico Buarque, Aldir Blanc…”.

MANOEL Herzog …

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Publicado na Edição 291 Abril 2019

Acervo FAMS

Psicologia, literatura e música

Luiz Cancello, apaixonado pela literatura, trabalho e música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”

Psicologia, literatura e música

O psicoterapeuta e escritor Luiz Cancello foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) em 26 de julho de 2017. Em seu depoimento, Cancello fala sobre seu nascimento em casa, com parteira, na Rua Pernambuco, seus estudos no ginasial do tradicional Colégio Canadá, sua paixão pela literatura, pelo seu trabalho e pela música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”.

LUIZ Antonio Guimarães …

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Publicado na Edição 290 Março 2019

Acervo FAMS

Paixão pelo esporte e jornalismo

Vladir Lemos: “O esporte faz parte da minha vida”

Paixão pelo esporte e jornalismo

O jornalista e escritor Vladir Lemos foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), em 27 de dezembro de 2016. Na entrevista, Vladir fala sobre sua infância, a sua juventude e a relação com o mar e as praias da região, os estudos no curso de Comunicação, seu trabalho, seus livros e sua paixão pelo futebol: “Tenho uma paixão muito grande pelo esporte, além do jornalismo. Acho que jogar bola foi a coisa que eu mais fiz, desde criança. Como adoro o …

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Publicado na Edição 289 Fevereiro 2019

Acervo FAMS

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende escreve ficção, poesia e é tradutora

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), em 16 de agosto de 2017. Sobrinha-neta do poeta parnasiano Vicente de Carvalho, diz que uma de suas primeiras lembranças é a de escritores reunidos na casa de sua avó, em Santos, onde nasceu e foi criada: “A casa da minha avó era um ponto de encontro de escritores. Discutia-se de tudo. Além disso, a literatura está na família. Lia as poesias de meu tio-avô Vicente de Carvalho; isso formou meu …

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Publicado na Edição 288 Janeiro 2019

Divulgação

A memória da cidade

Entrevistas estão à disposição para a consulta de pesquisadores e demais interessados

A memória da cidade

Criado em 2004, o Programa Memória – História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), já entrevistou mais de três centenas de pessoas que tiveram uma participação efetiva nas vidas artística, cultural, política, social e esportiva da cidade.

O objetivo do Programa é preservar a história e memória de Santos por meio da produção e conservação de novos documentos, colhidos através de entrevistas e utilizando a metodologia da história oral.

A preocupação com a história e a memória da cidade se justifica pelo fato de Santos …

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