Edição 299Dezembro 2019
Sábado, 18 De Janeiro De 2020
Editorias

Publicado na Edição 299 Dezembro 2019

Acervo FAMS

América Latina romanceada

Contreras: “O Crocodilo” conquistou o prêmio APCA de melhor romance de 2019

América Latina romanceada

O escritor Javier Contreras foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 25 de outubro de 2017, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Contreras comenta sobre sua infância atribulada, em constante mudança por causa do trabalho do pai, sua carreira como jornalista e a afirmação como escritor.

FILHO de pais chilenos, Javier Arancibia Contreras nasceu em Salvador, Bahia, em 30 de novembro de 1976. Sua infância é marcada por um constante revezamento entre as praias baianas e o verde do interior do Paraná e, aos 9 anos, toda a família se muda para o Iraque, onde o pai foi trabalhar como engenheiro. Depois de três anos e meio, a família retorna ao Brasil, e por volta dos 16 anos Javier decidiu se tornar jornalista.

Vivendo desde a adolescência em Santos, Contreras se forma em Jornalismo no final de 1999 e seu trabalho de conclusão de curso, feito em parceria com mais dois estudantes – Vinicius Pinheiro e Fred Maia – resultou no livro reportagem “Plínio Marcos – A crônica dos que não tem voz”, editado pela Boitempo em 2002.

Após terminar a faculdade, trabalhou muitos anos como repórter policial na Grande São Paulo, ao mesmo tempo em que escrevia seu primeiro romance, “Imobile”, publicado em 2008 pela editora 7letras. Seu segundo livro, “O dia em que eu deveria ter morrido”, foi lançado em 2011 pela editora Terceiro Nome e marca a ascensão de Contreras como escritor de ficção.

Em 2012 Javier foi apontado pela prestigiada revista de literatura Granta, da Inglaterra, como um dos 20 melhores jovens romancistas brasileiros. A revista publica dois contos do autor, “Febre do Rato” e “Faísca”. Em 2017 Contreras lança mais um romance, “Soy loco por ty, América”, desta vez pela Companhia das Letras. A obra foi indicada como melhor livro do ano para o Prêmio São Paulo de Literatura e Prêmio Jabuti, este último considerado o mais importante prêmio para a literatura brasileira contemporânea.

O último romance de Javier Arancibia Contreras, “O Crocodilo” (Companhia das Letras, 2019), foi vencedor do prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor romance deste ano. A obra é uma reflexão do autor sobre o suicídio entre jovens: “O tema suicídio estava me incomodando inconscientemente na época em que comecei a escrever o livro. Relembrei algumas histórias de colegas do passado que haviam cometido suicídio e que na época haviam me deixado muito mal, e também de artistas brilhantes, aparentemente cheios de vida, como o ator e comediante Robin Willians, por exemplo”. A partir dessa reflexão Contreras passou a pesquisar o tema a fundo: “Fiquei impressionado e muito chocado com o número de cerca de 1 milhão de suicídios por ano no mundo. E isso me fez seguir em frente”.

A entrevista completa de Javier Arancibia Contreras pode ser acessada na página oficial do Programa Memória-História Oral no Youtube, através do endereço www.youtube.com/c/programamemoriahistoriaoral

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br

Publicado na Edição 298 Novembro 2019

Acervo FAMS

Arquitetura e arte

Eber de Gois: “O artista é uma antena do seu tempo”

Arquitetura e arte

Arquiteto, poeta e pintor, Eber de Gois gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 12 de junho de 2019, no espaço que leva seu nome e que combina ateliê, estúdio, biblioteca e ambiente onde sua arte pode ser admirada, discutida e compartilhada. Em sua entrevista, de Gois nos conta do seu fascínio por desenhos desde a infância e sobre sua trajetória profissional e pessoal.

Eber de Gois nasceu em Santos, em 14 de agosto de 1948. Fascinado por desenhos e cores desde a infância, seu primeiro contato …

Leia mais

Publicado na Edição 297 Outubro 2019

Acervo FAMS

Literatura como crítica social

Ademir Demarchi: trabalho mais recente é Gambiarra: uma pinguela para o futuro do pretérito

Literatura como crítica social

O escritor Ademir Demarchi foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 13 de junho de 2017, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Demarchi relata em seu depoimento a sua trajetória de vida pessoal e seu trabalho como escritor, que inclui várias obras publicadas ao longo de três décadas.

ADEMIR Demarchi nasceu em Maringá, em 7 de abril de 1960, e reside em Santos há 25 anos, onde trabalha como redator. Formado em Letras/Francês, com mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (1991) e doutorado em …

Leia mais

Publicado na Edição 296 Setembro 2019

Acervo FAMS

Educação e cidadania feminina

Audrey Kleys: “Construir uma sociedade mais participativa e consciente dos seus direitos e deveres”

Educação e cidadania feminina

A educadora, jornalista e vereadora Audrey Kleys foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 14 de dezembro de 2016, na Sala Serafim Gonzalez, localizada na Casa de Frontaria Azulejada, no Centro Histórico de Santos. Em seu depoimento, Audrey recorda passagens de sua infância, adolescência e de sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional.

AUDREY Kleys Cabral de Oliveira Dinau nasceu em Santos, em 23 de setembro de 1974. Casada e mãe de um filho, Audrey é jornalista, professora, bacharel em Direito, pós-graduada em Formação de Professores em Educação à …

Leia mais

Publicado na Edição 294 Julho 2019

Acervo FAMS

Um século dedicado às artes e filantropia

Edith Pires: “Memórias do Casarão Branco”, seu livro mais famoso

Um século dedicado às artes e filantropia

A escritora Edith Pires foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral em 23 de agosto de 2008, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Em seu depoimento, Edith recorda suas memórias como moradora do casarão branco, que atualmente abriga a Pinacoteca Benedito Calixto, e sua relação com a literatura, artes e filantropia, vividas ao longo do século XX na cidade de Santos.

EDITH Pires Gonçalves Dias nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1919 e veio com a família para Santos com um ano de …

Leia mais

Publicado na Edição 293 Junho 2019

Acervo FAMS

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Amoreira: escritor, dramaturgo e jornalista

Expoente da Nova Literatura Brasileira

Poeta, contista e crítico literário, Flávio Viegas Amoreira foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral em 7 de novembro de 2016. Na entrevista, gravada na Casa de Frontaria Azulejada, localizada no Centro Histórico de Santos e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Amoreira falou de sua carreira de escritor e de suas primeiras lembranças, ligadas ao mar e ao Colégio Canadá, onde ele passou os melhores anos de sua infância e juventude.

Escritor, dramaturgo e jornalista, o santista Flávio Viegas Amoreira é uma das mais …

Leia mais

Publicado na Edição 292 Maio 2019

Acervo FAMS

A literatura como refúgio

Manoel Herzog: “Não traço plano de escrever; vou escrevendo uma história aleatória e o enredo vai surgindo, como se o livro estivesse pronto em algum lugar e eu o fosse buscando”

A literatura como refúgio

O advogado e escritor várias vezes premiado Manoel Herzog foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS) em 4 de maio de 2017. Na entrevista, gravada no estúdio da Universidade São Judas, Campus Unimonte, Herzog lembra, entre outros assuntos, quem eram seus ídolos na infância: “Além de ser o mais novo da escola, eu era péssimo em futebol. O meu refúgio era a literatura, e meus heróis da infância eram José Mauro de Vasconcelos, Jorge Amado, Chico Buarque, Aldir Blanc…”.

MANOEL Herzog …

Leia mais

Publicado na Edição 291 Abril 2019

Acervo FAMS

Psicologia, literatura e música

Luiz Cancello, apaixonado pela literatura, trabalho e música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”

Psicologia, literatura e música

O psicoterapeuta e escritor Luiz Cancello foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) em 26 de julho de 2017. Em seu depoimento, Cancello fala sobre seu nascimento em casa, com parteira, na Rua Pernambuco, seus estudos no ginasial do tradicional Colégio Canadá, sua paixão pela literatura, pelo seu trabalho e pela música: “Comecei a tocar violão aos 12 anos, e ainda hoje tenho mais amigos músicos do que amigos psicólogos. Meu meio social sempre foi o da música”.

LUIZ Antonio Guimarães …

Leia mais

Publicado na Edição 290 Março 2019

Acervo FAMS

Paixão pelo esporte e jornalismo

Vladir Lemos: “O esporte faz parte da minha vida”

Paixão pelo esporte e jornalismo

O jornalista e escritor Vladir Lemos foi entrevistado pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), em 27 de dezembro de 2016. Na entrevista, Vladir fala sobre sua infância, a sua juventude e a relação com o mar e as praias da região, os estudos no curso de Comunicação, seu trabalho, seus livros e sua paixão pelo futebol: “Tenho uma paixão muito grande pelo esporte, além do jornalismo. Acho que jogar bola foi a coisa que eu mais fiz, desde criança. Como adoro o …

Leia mais

Publicado na Edição 289 Fevereiro 2019

Acervo FAMS

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende escreve ficção, poesia e é tradutora

Freira, escritora e santista

Maria Valéria Rezende foi entrevistada pelo Programa Memória-História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), em 16 de agosto de 2017. Sobrinha-neta do poeta parnasiano Vicente de Carvalho, diz que uma de suas primeiras lembranças é a de escritores reunidos na casa de sua avó, em Santos, onde nasceu e foi criada: “A casa da minha avó era um ponto de encontro de escritores. Discutia-se de tudo. Além disso, a literatura está na família. Lia as poesias de meu tio-avô Vicente de Carvalho; isso formou meu …

Leia mais

Publicado na Edição 288 Janeiro 2019

Divulgação

A memória da cidade

Entrevistas estão à disposição para a consulta de pesquisadores e demais interessados

A memória da cidade

Criado em 2004, o Programa Memória – História Oral, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), já entrevistou mais de três centenas de pessoas que tiveram uma participação efetiva nas vidas artística, cultural, política, social e esportiva da cidade.

O objetivo do Programa é preservar a história e memória de Santos por meio da produção e conservação de novos documentos, colhidos através de entrevistas e utilizando a metodologia da história oral.

A preocupação com a história e a memória da cidade se justifica pelo fato de Santos …

Leia mais