Edição 272Setembro 2017
Sábado, 21 De Outubro De 2017
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Publicado na Edição 246 Julho 2015

Luiz Carlos Ferraz

Casa da Esperança de Santos. Expandir e aprimorar o atendimento!

Prefeito Paulo Alexandre, ladeado por Heitor Emiliano, Roberto Barroso e Maria Lúcia

Casa da Esperança de Santos. Expandir e aprimorar o atendimento!

O projeto de ampliação da Casa da Esperança de Santos foi apresentado pelo presidente, engenheiro Roberto Luiz Barroso, em julho, durante as comemorações do 58º aniversário de fundação da instituição. No dia 16, ao lançar o Programa de Intervenção Precoce para Recém Nato de Risco, Barroso revelou detalhes do projeto ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que visitou as instalações da entidade. Na semana seguinte, dia 22, o detalhamento do projeto foi feito no salão de eventos, durante reunião almoço promovida pelo Rotary Club de Santos, fundador da Casa, presidido por Heitor Emiliano Lopes de Moraes. Na oportunidade receberam diplomas de associados honorário e benfeitor, respectivamente, o vice-presidente Lamartine Lélio Busnardo e o jornalista Luiz Carlos Ferraz, editor do Jornal Perspectiva. No dia do aniversário, 24, houve café da manhã de confraternização entre a diretoria, funcionários e voluntários, com o presidente explanando sobre o projeto de ampliação, que tem por finalidade expandir e aprimorar a missão da Casa da Esperança no atendimento de crianças e adolescentes portadores de deficiências físicas e intelectuais.

Elaborado pelo engenheiro Ricardo Soares Gomes de Oliveira Filho e a arquiteta Daniela Silveira, o projeto necessita do apoio governamental e da comunidade. Idealizada pelo médico Samuel Augusto Leão de Moura, a instituição atua na reabilitação física, intelectual e/ou sensorial de crianças e adolescentes de zero a 18 anos, da Baixada Santista, litoral Norte e Sul do Estado. Atualmente, atende 285 pacientes com variadas patologias. Todo o tratamento é gratuito, inclusive alimentação, cirurgias ortopédicas e equipamentos para reabilitação, como órtese, prótese e de mobilidade.

Para cumprir sua missão, a Casa da Esperança possui equipe multidisciplinar formada por 84 funcionários, entre médicos (neurologista, ortopedista, pediatra, oftalmologista), cirurgião dentista, nutricionista, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, setor administrativo e oficina ortopédica. A Casa oferece toda a estrutura física (consultórios e salas climatizadas, piscina terapêutica), Unidade de Fisioterapia Respiratória, a Sala de Atividades da Vida Diária e equipamentos.

Os recursos são provenientes de donativos, promoções e Tele Doação. Do setor governamental a Casa recebe verba das Prefeituras de Santos, São Vicente e Praia Grande, Sistema Único de Saúde (SUS) e doações da Nota Fiscal Paulista. O orçamento mensal é completado com fisioterapia a pacientes de planos de saúde, SUS e particular e comercialização de peças produzidas pela oficina ortopédica.

Além do tratamento das crianças/adolescentes, a instituição atua no apoio às famílias, possibilitando, por intermédio do Núcleo de Promoção de Mães D. Vanjú, aulas de artesanato, culinária, panificação e informática, oferecidas durante o período das terapias dos pacientes. As aulas contribuem para o fortalecimento familiar e possibilitam geração de renda.

O trabalho voluntário envolve mais de 50 pessoas e o Grupo Fadinhas, que produz peças artesanais que são vendidas em bazar. A Casa da Esperança funciona na Rua Imperatriz Leopoldina, 15, Ponta da Praia, (13) 3278.7800. Mais informações no sitewww.casadaesperancasantos.org.br

Atendimento ao recém nascido

O Programa de Intervenção Precoce para Recém Nato de Risco é mais uma iniciativa pioneira da Casa da Esperança de Santos e visa recuperar ou amenizar as limitações no Desenvolvimento Neuropsicomotor (DNPM). A diretora Clínica da Casa, neurologista infantil Maria Lúcia Leal dos Santos, destacou a importância do acompanhamento já nos primeiros meses de vida da criança. Essa atenção será até os 18 meses, quando a alta deve ocorrer nos casos em que não há alteração no DNPM. Quando o bebê apresentar quadro de Paralisia Cerebral ou alteração do DNPM, além da fisioterapia participará do atendimento multidisciplinar – fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia – sendo integrado ao quadro de pacientes da instituição.