Edição 285Outubro 2018
Quarta, 14 De Novembro De 2018
Editorias

Publicado na Edição 285 Outubro 2018

Acervo FAMS

Forte da Estacada

Atuação como “fogo cruzado” ao lado do Forte da Barra Grande

Forte da Estacada

O local onde hoje está situado o Museu de Pesca, no passado, já foi uma fortaleza. Construída, em 1734, por João de Castro Oliveira, esta fortificação tinha a missão de atuar como “fogo cruzado” ao lado do Forte da Barra Grande, de modo a fechar real e totalmente a entrada do porto. O lugar, segundo alguns historiadores, foi nos primeiros tempos coloniais um dos pontos de desembarque do Porto de S. Vicente ou da Capitania de S. Vicente, onde teria fundeada a armada de Martim Afonso e seu irmão Pero Lopes de Sousa.

Quando foi planejado, era pra ser um forte completo, com uma planta quadrangular e quatro baluartes. Porém, sem recursos, só uma das faces foi concluída. O restante foi feito com madeiras em estaqueamento.

Era a fortaleza de primeiro combate às forças que vinham pela Barra. Tanto que foi a única que disparou contra o cruzador República, durante a tentativa de invasão pelos membros da Revolta da Armada, em 1893.

No começo do século XX, a construção do forte já não existia mais. Apenas restavam os canhões, entre as dunas de areia. Assim, com a inauguração do Forte Itaipu, sua área acabou sendo ocupada, a partir de setembro de 1909, pelo prédio da Escola de Aprendizes-Marinheiros, o atual Museu de Pesca, na Ponta da Praia. No local ainda existe um canhão Withworth, de 1860, de fabricação inglesa.

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br

Publicado na Edição 284 Setembro 2018

Acervo FAMS

O Palácio da Justiça

“São Vicente. Quem ama preserva”

O Palácio da Justiça

Até a criação da Comarca de Santos, em 1832, os julgamentos aqui eram realizados pelos “juízes de fora”, que vinham de outras localidades para sentenciar os casos em nome da Coroa Portuguesa e, mais tarde, do Império Brasileiro. Quando finalmente se criou a comarca santista, o Fórum foi instalado no prédio da Casa de Câmara e Cadeia (perto da atual Praça da República). Em 1866, com a conclusão das obras da Cadeia da Praça dos Andradas (atual Cadeia Velha), para lá foram transferidas as atividades da magistratura local.…

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Publicado na Edição 283 Agosto 2018

Acervo FAMS

A Champs-Élysées santista

Avenida Dona Anna Costa: anos 30, vista do Monte Serrat

A Champs-Élysées santista

Dona Anna Costa, com duas letras “n” mesmo, na grafia original da época em que foi aberta a mando e expensas do marido, Mathias Casimiro Alberto da Costa, o dono da “Vila Mathias”. Nada poderia ser mais romântico do que criar uma via dedicada à esposa a partir de seu próprio “corpo”, quase uma simbiose equivalente a de Adão e a costela que devirou sua companheira Eva. E, assim como a lenda bíblica, onde a maçã da discórdia repeliu ambos do Paraíso para um mundo repleto de angústias, …

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Publicado na Edição 282 Julho 2018

Acervo FAMS

Edifício do Conselho e Cadeia de Santos

Casa do Conselho de Santos, em imagem de 1865, época em que estava para ser demolida

Edifício do Conselho e Cadeia de Santos

O ano de 2015 marca o aniversário de 150 anos do conjunto fotográfico mais antigo da história de Santos, produzido por Militão Augusto de Azevedo. No ano de 1865, o renomado fotógrafo eternizou algumas cenas raríssimas do cotidiano santista. Entre as imagens, está a única foto que se tem notícia do edifício do Conselho e Cadeia de Santos, também conhecido como a 2ª Casa de Câmara e Cadeia, sede do poder imperial na cidade de Santos, desde finais do século XVII. Este prédio foi construído em 1697 e

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Publicado na Edição 281 Junho 2018

Acervo FAMS

O vovô dos semáforos

Primeiro semáforo santista ficava na Praça Ruy Barbosa

O vovô dos semáforos

Até o final da década de 1920, o trânsito era organizado apenas por guardas que, do meio da via, liberavam o afluxo nos cruzamentos. Com o aumento do número de carros nas ruas e, principalmente, motoristas inexperientes, os acidentes começaram a surgir, inclusive o de atropelamento de agentes de trânsito. Esse fato foi determinante para que a Câmara de Santos aprovasse a instalação de semáforos.

A primeira leva de postes semafóricos contemplou doze pontos: Gonzaga, confluência das avenidas Presidente Wilson, Ana Costa e Vicente de Carvalho; cruzamento das …

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Publicado na Edição 280 Maio 2018

Acervo FAMS

Primeira entidade assistencialista do Brasil

Sociedade Humanitária: inaugurado em 1931

Primeira entidade assistencialista do Brasil

Fundada em 12 de outubro de 1879 por rapazes dinâmicos envolvidos na produção de um pequeno jornal dominical – O Caixeiro –, a Sociedade Humanitária conclamou a classe comercial santista à criação de uma entidade que pudesse propiciar amparo e socorro aos seus associados, a chamada “classe caixeiral”, além de oferecer espaço para cultura, conhecimento e lazer. No ano seguinte, 1880, criou a maior biblioteca da cidade (até hoje existente), uma banda musical, grupos teatrais e um setor assistencialista que atendia nas áreas ambulatorial e dentária.…

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Publicado na Edição 279 Abril 2018

Acervo FAMS

Dos Bombeiros ao Legislativo

Prédio sede do Corpo de Bombeiros em imagem de 1909

Dos Bombeiros ao Legislativo

A primeira corporação de bombeiros em Santos foi criada durante o período Imperial, em 9 de outubro de 1885. Era, no entanto, formada por cidadãos voluntários, acionados apenas em casos de incêndio. Quase cinco anos mais tarde, em 24 de fevereiro de 1890, os santistas resolveram criar e manter um agrupamento profissional, inicialmente composto por dez homens, que acabaram escolhidos entre os que não se intimidavam diante de grandes incêndios. O pessoal daquela época, entretanto, não tinha acesso a muita tecnologia, e era obrigado a encarar o fogo …

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Publicado na Edição 278 Março 2018

Acervo FAMS

A casa da solidariedade santista

Primeiro prédio da Associação Anália Franco, construído a partir de 1925

A casa da solidariedade santista

Nos anos iniciais do século 20, a cidade de Santos crescia vertiginosamente, em função do pujante comércio, em especial do café, que passava pelo porto. Junto com o progresso e o desenvolvimento sobreveio uma enorme massa de trabalhadores que, aproveitando as oportunidades de trabalho, se instalava nas periferias e bairros operários. Nessas famílias humildes, geralmente todos trabalhavam, inclusive as mulheres. Por isso, já naquela época vagas em creches e escolas de tempo integral eram muito disputadas.

Os santistas já tinham uma larga experiência no campo da assistência às …

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Publicado na Edição 277 Fevereiro 2018

Acervo FAMS

Símbolo art déco de Santos

Muretas dos canais passaram a integrar a paisagem santista, como na Ponta da Praia

Símbolo art déco de Santos

A famosa “mureta dos canais”, que o santista tanto ama, nasceu diante do principal canal da cidade, o do estuário, que leva ao pujante Porto de Santos. Tudo se iniciou nos anos 1940, quando começaram as obras de melhorias para a região da Ponta da Praia, com a construção da avenida Almirante Saldanha da Gama, que teria cerca de 1.600 metros.

Para implementar a avenida, a Prefeitura teve de promover o aterramento de grande faixa de areia, incluindo a construção de muro de arrimo e barreira de contenção …

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Publicado na Edição 276 Janeiro 2018

Acervo FAMS

A edificação mais antiga da Zona Leste

Casarão sede do Instituto Histórico e Geográfico

A edificação mais antiga da Zona Leste

Quem passa pela avenida Conselheiro Nébias, quase na esquina da rua Lobo Viana, bem defronte à rua Mato Grosso, pouco percebe a existência de um velho casarão que ali se encontra, acreditando ser apenas mais um dos tantos prédios antigos que ainda resistem ao tempo na mais longa via urbana santista. Ocorre que o sobradão de três pavimentos do número 689 da Conselheiro não é simplesmente mais um em meio aos antigos patrimônios edificados da Zona Leste santista, mas o mais antigo de toda a cidade, fora do …

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Publicado na Edição 275 Dezembro 2017

Acervo FAMS

O canto mais popular

Fonte do Itororó: fonte de água mineral de qualidade incontestável

O canto mais popular

Água Barulhenta. Essa é a tradução, do tupi para o português, para a palavra “Itororó”, que já foi um dos cursos d’água mais importantes da história de Santos, assim como fonte de água mineral de qualidade incontestável. Pelo nome, é provável que tenha tido, nos idos coloniais, uma nascente robusta, caudalosa, que brotava das entranhas do Monte Serrat certamente como uma cachoeira (daí a justificativa para o “barulhenta”).

O ribeirão Itororó (que também já recebeu o nome de ribeirão do Carmo), formado por esta …

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Publicado na Edição 274 Novembro 2017

Arquivo FAMS

A primeira bomba de gasolina da AL

Antônio Duarte Moreira, o AD Moreira, posa orgulhoso ao lado da sua bomba

A primeira bomba de gasolina da AL

Ao contrário dos dias de hoje, no começo do século XX não era fácil conhecer alguém que fosse proprietário de uma das mais incríveis máquinas inventadas pelo homem: o carro. Por mais que fossem verdadeiros calhambeques, os primeiros “automóbiles” custavam uma nota preta e eram para o bico apenas dos que tinham muitos recursos. Porém, esses mesmos abastados tinham que se virar para conseguir abastecer os carros pioneiros no Brasil, já que não existiam centros de distribuição ou postos de combustíveis à disposição por aí. Só em 1912 …

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Publicado na Edição 273 Outubro 2017

Acervo FAMS

Pioneira na beleza brasileira

A foto oficial que levou Zezé à conquista do Brasil

Pioneira na beleza brasileira

Organizado entre 1921 e 1922 pela Revista da Semana, em uma parceria com o jornal A Noite, ambos do Rio de Janeiro, a então capital federal, o primeiro concurso de alcance nacional para a escolha da mulher mais linda do Brasil movimentou a sociedade da época. A disputa se transformou numa autêntica febre, agitando os brasileiros de norte a sul, transformando a rotina de centenas de jovens, e belas, mulheres de mais de 100 cidades do país. Na reta final da prova, das 319 candidatas ao título de …

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Publicado na Edição 272 Setembro 2017

Acervo FAMS

O bisavô dos quiosques da orla

Rara imagem da “Fructeira Paulista”, montada ao lado das cabines de banho dos hotéis Belvedere e Bandeirante, no Gonzaga

O bisavô dos quiosques da orla

Nas primeiras décadas do século XX, o cidadão que pretendesse tomar banho de sol ou de mar, deveria seguir até a orla vestido como se estivesse indo à missa de domingo. Não era raro ver os cavalheiros com terno e gravata e as senhoras com vestidos garbosos e elegantes. Aqueles que, realmente, tinham a clara intenção de aproveitar a praia, se utilizavam das cabines de banhos que alguns empreendimentos hoteleiros e até outros empresários que não eram do setor de hospedagem montavam na faixa de areia. Era lá, …

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Publicado na Edição 271 Agosto 2017

Acervo FAMS

80 anos no ensino público

Colégio Canadá: Gymnásio do Estado

80 anos no ensino público

Um dos mais tradicionais colégios da cidade de Santos, o Canadá, completa este mês de agosto de 2017, a marca de 80 anos de idade. Conhecido inicialmente como Gymnásio do Estado, foi criado desta forma pelo Decreto 6.601, de 11 de agosto de 1934, durante o governo de Armando Salles de Oliveira. A instituição, então, passou a funcionar em uma casa na avenida Ana Costa e logo depois ocupou uma pequena parte no andar térreo do Grupo Escolar “Dr. Cesário Bastos”. Foi quando, em agosto de 1937 transferiu-se …

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Publicado na Edição 270 Julho 2017

Acervo FAMS

A tatuagem, no Brasil, surgiu em Santos

Lucky Tattoo em seu atelier da Rua João Otávio, em 1968

A tatuagem, no Brasil, surgiu em Santos

“It’s not a sailor if he hasn’t a tattoo” (Não és um marinheiro se não tiveres uma tatuagem). Esta chamada, inscrita numa pequena placa de madeira, tornou-se um marco na área portuária santista, mais especificamente na badalada Boca, zona de boemia e prostituição da área portuária. Era o marketing promovido pelo dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen, com o objetivo de fisgar seu público-alvo: os homens do mar que circulavam nas cercanias do negócio que abriu quando desembarcou no cais santista em 20 de julho de 1959.…

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Publicado na Edição 269 Junho 2017

Acervo FAMS

Templo gótico na orla

Basílica Santo Antônio do Embaré: foto da década de 1920

Templo gótico na orla

A Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré surgiu como uma pequena capela, em 1875, construída por ordem de Antonio Ferreira da Silva (o Visconde do Embaré), na chácara de sua propriedade, frontal à orla da praia da Barra. Após a morte do emérito santista, em 1887, a capela passou por um processo de degeneração, até que, em 1910, foi reformada.

Nos anos seguintes, com o aumento de residências na região da orla, viu-se a necessidade de ampliar o templo, a fim de atender a demanda …

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Publicado na Edição 268 Maio 2017

Acervo FAMS

Glamour nas areias da praia santista

Hotel Internacional do José Menino:  hoje, no lugar do imponente prédio, existe um conjunto de prédios pé na areia

Glamour nas areias da praia santista

Muita gente acha que o primeiro hotel da orla santista foi o antigo Parque Balneário, surgido bem no início do século 20, quando a atividade hoteleira da cidade basicamente se concentrava no atual Centro Histórico. De fato, o Balneário, cuja história se iniciou em 1904, foi um hotel que marcou a memória de Santos, tanto por suas dimensões, como por seu requinte. Porém, os ventos marítimos conheceram outra magnífica instalação hoteleira, pioneira no Estado de São Paulo, que facilmente impressionou os primeiros turistas em passagem pela cidade santista. …

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Publicado na Edição 267 Abril 2017

Acervo FAMS

Progresso para a Baixada Santista

Festa de inauguração da Rodovia Anchieta, em 1947: no carro da frente o governador Adhemar de Barros

Progresso para a Baixada Santista

Depois da inauguração da nova estrada para o litoral paulista, a Rodovia Anchieta, em 22 de abril de 1947, São Paulo conheceu um novo ciclo de desenvolvimento, em especial o verificado nas cidades da Baixada Santista, que testemunharam o surgimento do polo petroquímico siderúrgico de Cubatão e o crescimento do setor imobiliário, aliado ao aumento substancial de turistas e veranistas em busca de sossego e lazer durante as temporadas de Verão.

O velho Caminho do Mar (SP-148) já não suportava o volume de trânsito entre o Planalto e …

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Publicado na Edição 266 Março 2017

Acervo FAMS

Teatro Guarany. Palco de grandes fatos históricos

Teatro Guarany em postal do começo do século 20

Teatro Guarany. Palco de grandes fatos históricos

Segundo teatro mais antigo da cidade, o Guarany (1882), foi erguido com recursos doados por grandes empresários do café. Sua obra durou dois anos até que, em 7 de dezembro de 1882, abriu as portas para o público santista, que assistiu, na estreia, as peças Mário, de Eduardo Cadendu, e Lucrécia, ambas apresentadas pela Companhia Recreio Dramático da Corte.

O maior destaque da inauguração, porém, foi a apresentação, durante o intervalo, da orquestra regida pelo maestro Luiz Arlindo da Trindade, que executou peças do compositor brasileiro …

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