Edição 268Maio 2017
Segunda, 26 De Junho De 2017
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Publicado na Edição 259 Agosto 2016

Cesar Brustolin/SMCS

Dispositivos tecnológicos agregam eficiência

Semáforos inteligentes podem beneficiar 160 mil idosos com o cartão de isento habilitado

Dispositivos tecnológicos agregam eficiência

Lombadas holográficas e pontos de ônibus com conexão wi-fi gerada a partir de energia solar… Os termos parecem saídos de tramas futuristas, mas já compõem a realidade de cidades norte-americanas, como Filadélfia e São Francisco. Desenvolvidas para aprimorar aspectos como segurança, mobilidade e fiscalização no trânsito, as novas tecnologias são geralmente aplicadas por meio de dispositivos práticos, com design leve e interativo.

Antes de considerar o segmento para o qual irão levar benefícios, os projetos tecnológicos devem adequar-se aos moldes das cidades onde serão aplicados. “Cada lugar apresenta necessidades distintas, que variam, por exemplo, conforme a topografia e a densidade populacional”, ressalta Ricardo Simões, gerente de produtos da Perkons, especializada em gestão de trânsito: “No caso de São Paulo, como o trânsito é parte essencial da rotina do cidadão, iniciativas que priorizem os transportes coletivos têm ainda mais importância”.

De acordo com ele, conferir mais segurança aos deslocamentos – sejam eles realizados por ciclistas, pedestres ou motoristas –, é uma etapa estratégica para construção de cidades mais humanas, sustentáveis e que suportem as demandas de mobilidade dos seus habitantes. Contudo, o Brasil permanece com sinais de atraso evidentes neste quesito, consequência das carências de infraestrutura.

Embora a passos tímidos, alguns projetos tecnológicos já estão em andamento em território brasileiro. Testado e licitado pela Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran), o projeto que inclui equipamentos no-break em alguns cruzamentos da cidade é um desses exemplos.

O propósito é manter o funcionamento regular dos semáforos mesmo depois de quedas de energia. “Curitiba volta a ser vanguarda na área de trânsito, pois vem buscando soluções inteligentes para melhoria da mobilidade urbana, otimização de processos, garantia da segurança do trânsito e redução de impactos sociais e ambientais”, destaca o coordenador de fiscalização eletrônica do Setran e coordenador da Comissão de Análise de Novas Tecnologias de Trânsito, Marcio de Souza.

Na análise do coordenador, engenharia e fiscalização têm sido as áreas mais contempladas por propostas deste cunho, resultado das próprias tendências de mercado cada vez mais focadas em deslocamentos seguros: “Outra iniciativa em Curitiba que dialoga com esta premissa são os 120 semáforos inteligentes instalados em 31 cruzamentos. Eles podem ser acionados por meio do cartão de isento do transporte coletivo da cidade e estão localizados em trechos com grande fluxo de usuários com dificuldade de mobilidade, para assegurar uma travessia mais segura a eles”.