Edição 298Novembro 2019
Segunda, 16 De Dezembro De 2019
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Publicado na Edição 298 Novembro 2019

Fotos Divulgação

História e natureza

Encontro das Águas: a união dos rios Negro e Solimões na Amazônia

História e natureza

Com a proximidade das férias de dezembro e janeiro, escolher Manaus como destino é unir o melhor da cidade – por meio de suas esquinas, sua história… – e da natureza – com a selva, seus segredos e encantos. Afinal, a capital do Amazonas guarda um conjunto arquitetônico que reflete período representativo da economia brasileira e é ponto de partida para uma jornada de descobertas pela floresta.

Heranças do Ciclo da Borracha, cujo ápice se deu nos primeiros anos do século 20, edifícios como o Palácio Rio Negro, o Mercado Municipal e o Teatro Amazonas são pontos turísticos e símbolos da “Paris dos Trópicos” – como Manaus ficou conhecida durante sua urbanização à francesa, ao gosto dos barões do látex. É no coração desse Centro Histórico que está o Juma Ópera.

O mais novo hotel da capital amazonense resgata o esplendor de um edifício tombado pelo patrimônio cultural, erguido em meio ao período de prosperidade vivido pela cidade. Boa parte das linhas originais foi mantida, para oferecer aos hóspedes visão desimpedida do vizinho mais ilustre: o Teatro Amazonas, cuja majestosa cúpula, composta por cerca de 36.000 peças esmaltadas, pode ser enxergada da maioria dos quartos.

Áreas comuns também têm o teatro como pano de fundo, entre elas a academia, o restaurante — onde a chef Sofia Bendelak retoma a exploração dos produtos amazônicos em harmonia com técnicas e segredos da cozinha de vanguarda — e a piscina. Situada no rooftop, ela permite observar ao fundo a orla do Rio Negro.

O maior afluente da margem esquerda do Rio Amazonas é parte do caminho de quem segue rumo ao Juma Amazon Lodge, hotel de selva localizado a 100 quilômetros de Manaus. Na travessia que mescla trechos terrestres e fluviais, o hóspede passa pelo Encontro das Águas, famosa atração local, em que os rios Negro e Solimões se unem depois de correrem paralelamente por seis quilômetros.

Em uma área preservada de 7.000 hectares, o Juma Amazon Lodge foi construído sobre palafitas. Resguardados pelas copas das árvores, bangalôs e demais instalações ficam a 15 metros de altura, nível máximo atingido pelo rio no período da cheia. Em passeios pela mata e nas atividades de observação, crianças e adultos são estimulados a conhecer hábitos de animais e características da flora, na companhia de guias nativos. Mais em www.jumalodge.com.br

Piscina no Juma: hotel de selva localizado a 100 quilômetros de Manaus