Edição 298Novembro 2019
Quinta, 12 De Dezembro De 2019
Editorias

Publicado na Edição 292 Maio 2019

Luiz Carlos Ferraz

Leishmaniose em Santos. Atenção!

Leishmaniose em Santos. Atenção!

SANTOS tem se deparado com muitos casos de Leishmaniose, o que tem preocupado a população, principalmente os proprietários de animais, alerta o médico veterinário Eduardo Ribeiro Filetti. Pós-graduado em Saúde Pública e professor universitário, Filetti explica que trata-se de uma doença infecciosa em animais e humanos causada por protozoários parasitários do gênero leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília phlebotominae. Existem três tipos principais: leishmaniose cutânea, leishmaniose mucocutânea e leishmaniose visceral. Hoje, há registro de cerca de 50 casos em Santos, o que não caracteriza como epidemia, mas é importante estarmos atentos.

Os cães são considerados reservatórios da leishmaniose e fonte de infecção para o vetor (inseto). Ou seja, a doença não passa de cão para cão, nem de cão para pessoa, somente pela picada do mosquito transmissor infectado. Os sintomas demoram de dois a três anos para aparecer no animal e incluem pele e mucosas com feridas, queda de pelos da orelha e em volta do nariz, emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Os órgãos internos, como fígado, baço e pulmão, são afetados. Já em humanos os sintomas são febre intermitente por semanas, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramento na boca e nos intestinos. Quem apresentar os sintomas deve sempre procurar o veterinário de sua confiança.

Quem mora em área de mata deve usar repelentes e roupas de manga comprida – o mesmo vale para quem for fazer trilhas. Já os cães devem usar coleiras com repelente, ficar em áreas teladas e, se possível, serem vacinados contra o problema.

O Poder Público tem feito sua parte, tendo realizado exames, criado uma Comissão de Controle da Leishmaniose e dado capacitação aos agentes de controle de endemias e profissionais de saúde da rede. Cabe a população agir no mesmo sentido, realizando exames e dando atenção ao pet.


Adoção responsável em São Vicente

FACHADA do Departamento de Zoonoses de São Vicente, na Rua Catalão, 530, Vila Voturuá, ganhou nova pintura que chama a atenção para a adoção de animais. O interessado em adotar deve comparecer portando RG e comprovante de residência e assinará termo de adoção responsável. Antes de ser retirado, o pet passará por consulta veterinária gratuita e receberá vale castração. De segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 12 e das 13 às 17 horas.


ASSUNTO polêmico, a Santa Casa de São Paulo, através de seu Instituto de Pesquisa, Inovação Tecnológica e Educação, inova na área de transplante de órgãos de animais para seres humanos. A tentativa de uso de órgãos de animais é antiga. Inicialmente pensou-se no uso de macacos pela proximidade ao homem. No entanto, por vários motivos os suínos se mostraram mais viáveis. Estudos vêm sendo desenvolvidos com porcos geneticamente modificados para diminuir a rejeição. Outra alternativa é a descelularização de órgãos suínos seguida por uma transformação em órgão humano usando células do paciente receptor. Para isso, o Ipitec juntou-se à startup de biotecnologia, Eva Scientific, pela sua expertise da área, utilizando biorreatores à larga escala.