Edição 327Abril 2022
Quinta, 26 De Maio De 2022
Editorias

Publicado em 3/05/2022 - 9:50 am em | 0 comentários

Divulgação

Rede de fast food deverá esclarecer sobre o produto Whopper Costela

Procon-SP notifica Burger King

Rede de fast food deverá esclarecer sobre o produto Whopper Costela

A BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes, que utiliza o nome fantasia Burger King, foi notificada ontem pelo Procon-SP a apresentar explicações sobre a composição e a campanha publicitária do sanduíche Whopper Costela até sexta-feira, 6. Recentemente, após notificada pelo órgão, o McDonald’s retirou de seu cardápio no país os dois sanduíches que continham apenas molho sabor picanha.

“O Procon-SP tem olhado com preocupação a publicidade de produtos alimentícios que destacam um determinado ingrediente que não faz parte da composição daquele produto ou que não tem o ingrediente na sua composição principal. Nesse caso específico do Burger King, o consumidor compra o sanduíche acreditando que irá ingerir a carne da costela, ou seja, o consumidor é levado a erro”, explica Guilherme Farid, diretor executivo do Procon-SP.

A empresa deverá apresentar a tabela nutricional do sanduíche, atestando a composição de cada um dos ingredientes (carne, molhos, aditivos, dentre outros) e documentos que comprovem os testes de qualidade realizados, demonstrando o processo de manipulação, acondicionamento e tempo indicado para consumo.

O órgão de defesa também pede que a empresa apresente: os gabaritos das embalagens utilizadas para acondicionamento do produto nas lojas físicas para consumo imediato e para entrega (delivery); cópia dos materiais publicitários da divulgação da atual linha do produto e de campanhas anteriores de sanduíches similares – com “aroma de costelinha”, veiculados nos meios de comunicação e nas redes sociais pela empresa e por parceiros.

O Procon-SP quer ainda que a rede envie os documentos de autorização de comercialização dos produtos junto aos órgãos oficiais competentes, bem como dos termos das respectivas campanhas publicitárias vinculadas.

“Se ficar comprovado que houve indução do consumidor a erro, a empresa pode ser multada por publicidade enganosa em até 11,6 milhões de reais”, avisa Farid.

Responder