Edição 320Setembro 2021
Sábado, 16 De Outubro De 2021
Editorias

Publicado em 12/10/2021 - 6:52 am em | 0 comentários

Divulgação

Mercado cobra novos modelos de financiamento para fomentar projetos

Webinário da Incorpora 2021 amanhã, 16 horas

Mercado cobra novos modelos de financiamento para fomentar projetos

Novas fontes de financiamento e o peso da caderneta de poupança para a construção civil deram o tom do segundo webinário do 4º Fórum Brasileiro de Incorporadoras, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Participaram do encontro: o presidente da entidade Luiz França; Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional (MDR); Alfredo dos Santos, secretário nacional de Habitação; Jair Mahl, vice-presidente da Caixa; Ricardo Valadares Gontijo, CEO da Direcional; Eduarda Tolentino, presidente da BRZ; e o jornalista William Waack.

O próximo webinário da Incorpora 2021 ocorre amanhã, das 16 às 18 horas, e vai discutir as Tendências e Perspectivas para o próximo ano. As inscrições para participação no fórum são gratuitas e podem ser feitas no link https://bit.ly/3EZ7ZWC

França afirmou que é preciso continuar pensando no futuro e em novas estratégias com o objetivo de superar o atual volume de financiamentos e fomentar novos empreendimentos: “O desafio do crédito imobiliário não é financiar os seus clientes até o volume da caderneta de poupança (cerca de R$ 790 bilhões) e sim sair de um número que está em torno de 10% do PIB”.

Para Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain Inteligência, mesmo em um cenário de pandemia e restrições, a construção civil encontra-se em um momento de elevação. Araújo lembrou que, com juros baixos, comprar um imóvel é uma oportunidade de investimento e também uma opção de mudança de vida para muitos brasileiros: “Hoje, 10% das famílias brasileiras estão ativamente buscando imóvel, quer seja visitando plantões de vendas de imóveis novos ou na planta, ou ainda, pesquisando imóveis usados e terrenos”.

Foi unânime no webnário a constatação do “peso” da Caixa Econômica dentro das políticas habitacionais no Brasil. O secretário Nacional de Habitação, Alfredo dos Santos, lembrou que a atual gestão trabalha para criar condições que aprimorem o financiamento e disse que hoje o foco é o faixa 3 (trabalhadores com renda mensal de até R$ 7 mil) do Casa Verde Amarela, que vai contar com R$ 2,5 bilhões em investimentos, ainda em 2021, para a conquista do seu imóvel, por conta das mudanças na taxa de juros do banco: “Esse é o foco e nós temos procurado melhorar, cada vez mais, as condições das famílias que querem comprar seu imóvel”.

Já o vice-presidente da Caixa, Jair Mahl, lembrou a importância do papel do correspondente bancário da Caixa, seja virtual ou na própria construtora, e destacou o volume de mais de R$ 530 bilhões investidos em financiamento habitacional e com o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e que vai buscar mais R$ 130 bilhões ainda este ano. Por fim, ele garantiu que o banco vai manter o ritmo no curto prazo: “A Caixa pretende manter o volume de contratações para 2022”.

O recorde em contratações do crédito imobiliário reforça que há uma demanda resiliente por imóveis no Brasil e o CEO da Direcional, Ricardo Valadares Gontijo, lembrou que as novas demandas por crédito são desafios para o futuro, mas, no momento, o foco deve ser controlar o custo da construção civil para que as incorporadoras possam oferecer imóveis a preços competitivos: “O nosso desafio deve ser no ganho de produtividade, de novos processos construtivos e de novas tecnologias. Para que possamos mitigar esse aumento de custo e tornar o mercado mais atrativo”.

Eduarda Tolentino, presidente da BRZ, destacou com o “novo normal”, onde as pessoas estão cada vez mais em casa – até mesmo no home office – e buscando mais conforto e praticidade, a exigência do produto final oferecido também será cada vez maior: “As construtoras precisaram se reinventar porque os consumidores ficaram mais exigentes”.

No encerramento, o presidente da Abrainc falou da importância dos avanços em políticas ESG nas empresas de construção civil no Brasil e afastou a possibilidade de que construtoras brasileiras padeçam do mesmo mal que hoje atinge a gigante chinesa Evergrande. Ele avalia que o grau de alavancagem (GAF), indicador que aponta o risco no qual a empresa em questão está exposta, é muito baixo nas construtoras e incorporadoras brasileiras: “As nossas empresas não tem o nível de alavancagem que a gente vê nessas empresas chinesas. Portanto: 0% de chance de a gente ter qualquer problema desse no Brasil”.

Responder