Edição 309Outubro 2020
Terça, 27 De Outubro De 2020
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Publicado em 5/04/2020 - 7:35 am em | 0 comentários

Divulgação

Delegacia Eletrônica de São Paulo passou a registrar violência doméstica

Serviço antecipado por conta do isolamento social

Delegacia Eletrônica de São Paulo passou a registrar violência doméstica

A Delegacia Eletrônica no estado de São Paulo, em www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br, passou a registrar casos de violência doméstica. O serviço é mais uma ferramenta disponibilizada pelo governo de São Paulo para proteger as mulheres, enquanto o atendimento presencial prossegue normalmente nas 134 DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher) do estado.

“Nós temos tido em São Paulo uma posição de defesa intransigente das mulheres que são vítimas de agressões ou de ameaças, onde quer que seja. Acrescentamos a possibilidade do registro do boletim de ocorrência de forma eletrônica. Dado o aumento do isolamento social, nós estamos atentos para a proteção das mulheres dentro das suas casas”, disse o governador João Doria, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, com a participação do secretário da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos.

De acordo com a delegada Jamila Ferrari, coordenadora das DDMs em São Paulo, o atendimento eletrônico às vítimas de violência contra a mulher já estava sendo planejado pela Polícia Civil e teve seu lançamento antecipado por conta da crise da Covid-19: “Buscamos nos antecipar a um fenômeno que ocorreu em outros países, como China, Espanha, França e Estados Unidos, que registraram aumento no número de casos após adotarem medidas de isolamento social”.

A principal vantagem do novo serviço, segundo Jamila, é a agilidade na notificação das ocorrências: “A vítima poderá acessar o site de qualquer dispositivo conectado à internet, como smartphone, tablet ou computador. Esse serviço é essencial em um período em que as mulheres têm dificuldade para sair de casa”.

A coordenadora das DDMs ressalta que os casos de violência doméstica terão prioridade no atendimento eletrônico e que o serviço ainda deve ser melhorado para facilitar o contato das vítimas com as autoridades de segurança: “Vamos aprimorar a ferramenta gradualmente, principalmente em relação às questões técnicas. O importante é que estamos colocando à disposição da sociedade mais uma ferramenta de defesa das mulheres. E as que preferirem buscar ajuda em uma delegacia física também serão atendidas normalmente”.

Assim como nos demais casos registrados pela delegacia eletrônica, os boletins de violência doméstica passarão por uma triagem e serão encaminhados às DDMs correspondentes à região de cada ocorrência. Nas cidades que não possuem uma DDM, a ocorrência será direcionada à delegacia territorial correspondente à residência da vítima. Caberá aos delegados e delegadas responsáveis providenciar as diligências e perícias necessárias, assim como entrar em contato com as vítimas. “É muito importante que as vítimas guardem as provas em lugar seguro, como fotos, vídeos e diálogos escritos. Elas são necessárias para dar materialidade aos casos e serão requisitadas pelos delegados”, alertou a coordenadora das DDMs.

Desde que entrou em funcionamento, no ano 2000, a Delegacia Eletrônica já registrou mais de 13 milhões de ocorrências, sendo mais de 220 mil somente nos dois primeiros meses deste ano. Em 2019, por exemplo, as modalidades disponíveis no serviço digital apresentaram movimento 29% superior ao total de ocorrências presenciais.

Plantão em Santos – Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), ligados à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Santos, continuam fazendo plantão para atender os casos de violência doméstica.

De acordo com Diná Ferreira Oliveira, titular da Coordenadoria de Políticas para Mulher da Prefeitura, como as pessoas estão mais tempo dentro de casa, podem surgir mais casos de violência familiar ou contra a mulher: “Muitas vezes, desavenças ou outras questões já existentes podem aflorar nesse momento. Por isso, é importante que as mulheres saibam que os serviços de proteção estão funcionando”.

A recomendação é que as vítimas de agressão procurem o Creas pelos telefones 3223.4079 ou 3216.1213, de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas. Há também atendimento presencial funcionando normalmente na Delegacia da Mulher, na Rua Assis Correia, 50, Gonzaga, durante 24 horas, ou pelos telefones 3235.4808 ou 3223.9670. Outra opção é o 7º Distrito Policial, pelo telefone 3289.4909 ou pelo plantão 3284.3086.

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