Edição 287Dezembro 2018
Quarta, 12 De Dezembro De 2018
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Publicado na Edição 286 Novembro 2018

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Manutenção e conservação

Cuidado mais que desejável ao equipamento; é obrigatório

Manutenção e conservação

Leandro Ayres

COMO sabemos, equipamento fotográfico não é barato, pois se trata de produto importado, cotado em dólar. E o cenário econômico para o país no curto e médio prazo não indica uma valorização significativa do nosso real frente à moeda americana. Por isso, conservar o equipamento fotográfico é mais que desejável, é obrigatório.

Um profissional investe na aquisição de um equipamento básico algo em torno de R$ 20 mil, que inclui câmera, objetiva, flash, tripé, softwares de edição e outros acessórios menores. A vida útil destes dispositivos depende muito do tipo de uso que se faz. É natural que um fotojornalista, atuando sempre na rua, precise trocar com mais frequência as suas lentes danificada por fungos do que o fotógrafo que atua dentro de um estúdio, sob condições de temperatura e umidade controladas, por exemplo.

Além disso, a quantidade de clicks ou shutter count é outro fator de desgaste da câmera. As DSLRs de ponta permitem algo em torno de 150 mil disparos. Isso poderá significar uma eternidade para quem fotografa pouco, mas pode representar apenas um ano de uso para Shealah Craighead, fotógrafa oficial da Casa Branca, encarregada de acompanhar o presidente norte-americano em suas atividades.

Se você é bom entendedor, a primeira dica de conservação já foi dada no exemplo acima: clique apenas o necessário. Quanto mais disparos forem dados, menor será a vida útil do seu obturador, responsável pela velocidade empregada na captura da foto.

Ainda no interior do corpo da câmera encontra-se o espelho despolido, responsável pela imagem gerada no visor ou finder, e o sensor, que podem ser limpos pelo fotógrafo, desde que tenha o conhecimento e o material necessário para fazê-lo, dentre os quais bombinha manual expiradora de ar, tecido extra macio sem pelo e líquido desengordurante licenciado pelo fabricante da sua câmera. Este último item gera alguma controvérsia, alguns fotógrafos não arriscam usar por julgarem que o líquido pode ser nocivo ao sensor. É importante ressaltar que a câmera deverá estar selecionada no modo “limpeza de sensor”, disponível no menu de controle, antes de começar o procedimento. Se você não estiver seguro, leve o seu equipamento a uma reparadora autorizada. O valor deste serviço costuma ficar em torno de R$ 90 e leva poucos minutos.

As objetivas deverão ser limpas com a mesma bombinha manual expiradora de ar, tecido extramacio sem pelos ou pincel extramacio sempre depois de usada. Após a limpeza, deve-se cobri-la com as suas tampas dianteira e traseira e colocá-la em local seco (aconselha-se o uso de sílica gel) e iluminado, para evitar o surgimento de fungos. Eles podem ser os responsáveis pelos pontos escuros indesejáveis que aparecem na sua foto.