Edição 280Maio 2018
Domingo, 27 De Maio De 2018
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Publicado na Edição 277 Fevereiro 2018

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A primeira impressão…

Decadência de fotos impressas é efeito colateral da digitalização da fotografia

A primeira impressão…

Leandro Ayres

CONFESSO que me causa arrepios pensar que uma criança de seus 10 anos talvez não tenha sequer uma fotografia estampada em um porta-retratos na estante ou criado-mudo do quarto. E quanto mais jovem é a criança, maior é esta chance.

“Mas, como assim?”, me perguntaria um Viajante do Tempo oriundo dos anos 80: “O preço da revelação é assim tão alto que só os mais ricos têm acesso a fotos impressas?”

A decadência do número de fotografias impressas é um efeito colateral da digitalização da fotografia. Hoje se produz mais fotografias em um ano do que foi produzido ao longo de uma década inteira! Mas as fotos físicas, como aquelas que as câmeras Polaroids produziam instantaneamente, caíram na proporção inversa.

Todos que possuem um dispositivo capaz de registrar uma imagem, como um celular, estão satisfeitos em fazer a foto do seu filho e mantê-las no formato digital, friamente gravadas em formato JPG na memória do aparelho eletrônico. Friamente?! Ah, desculpe, podemos corrigir isso usando um filtro pra “esquentar” a foto…

O fato é que, fria ou quente, suas fotos estarão perdidas se houver um problema na memória do celular. E isso não é nada difícil de acontecer. “Ah, desculpe, mas eu tenho um iPhone. Não corro este risco…”

Bem, iPhones não são indestrutíveis, nem perfeitos. E são um deleite para o meliante!

O que quero expor aqui é que a fotografia impressa ainda vale a pena, mesmo em plena era digital. Então segue uma dica valiosa: imprima as suas fotos preferidas! Compre um álbum e preencha suas páginas com estas fotos. As melhores deverão ir para o porta-retratos ou, por que não, para um quadro em destaque na sua sala! Você perceberá que a foto transmite mais sentimentos quando no estado físico. Ela estimulará não apenas o sentido da visão, mas o tátil também. É uma experiência mais próxima daquela vivida no momento do click. Por isso, ainda que você esteja “blindado” de perder as suas fotos, armazenando-as em pendrives, HD externo ou mesmo na nuvem, jamais conhecerá a experiência de, de fato, tocar a sua obra.

Importante dizer que hoje não se “revela” uma foto já que a imagem lhe é mostrada no momento do click através do visor de LCD. Portanto, o correto é dizer que se imprime uma foto.

O valor destas impressões fotográficas é bastante acessível, Viajante do Tempo. O tamanho padrão 10×15 cm sai, em média, R$ 2 por unidade nas lojas do ramo.

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