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Publicado na Edição 259 Agosto 2016

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Tabagismo é o principal responsável pela DPOC

DPOC não tem cura, mas existem medicamentos que diminuem a progressão da doença

Tabagismo é o principal responsável pela DPOC

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é lembrando em 29 de agosto no Brasil visando conscientizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o consumo de derivados do tabaco, como cigarro, charuto e narguilé, causa quase 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). O tabagismo irrita as vias aéreas e causa a secreção, conhecida como pigarro, que também é um dos sintomas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), denominação que, que é usada hoje para denominar o que antes chamávamos de bronquite crônica e enfisema pulmonar. De acordo com a pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro, encomendada ao Ibope Inteligência pela Boehringer Ingelheim do Brasil e realizada com 2.010 pessoas em 2015, 55% dos entrevistados dizem não saber nada a respeito da DPOC.

A DPOC é uma doença que atinge 7 milhões de pessoas no Brasil e é a 5ª causa de morte no mundo; além da dificuldade de respirar, outros sintomas são a falta de energia e cansaço progressivo e constante, o que impossibilita uma série de atividades de rotina. “Muitas pessoas apresentam os sintomas, como falta de ar, tosse frequente e aumento na produção de muco, mas não procuram tratamento, pois acreditam que esses são sinais comuns do envelhecimento e do tabagismo. Esse cenário ocasiona a demora para o paciente se consultar com um médico especialista e geralmente, o diagnóstico só é realizado quando a doença já se encontra em estágio avançado”, comenta Clystenes Odyr Soares Silva, pneumologista professor da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo. “Apesar de ser uma doença que não tem cura, existem medicamentos hoje que diminuem a progressão da doença, o comprometimento do funcionamento pulmonar e garantem uma maior qualidade de vida, mas para melhores resultados é importante que o diagnóstico seja realizado o quanto antes”, completa.

Fator de risco que também contribui para o desenvolvimento da DPOC é a exposição à diversos poluentes. O diagnóstico é realizado por um pneumologista, em um exame que mede a quantidade de ar e a velocidade com a qual ele entra e sai dos pulmões e que apresenta valores alterados quando o paciente apresenta DPOC. Esse exame é chamado de espirometria, também conhecido como “teste do sopro”.

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da DPOC, doença responsável por 40 mil mortes anuais no Brasil. Na última década, a média de gastos com internações por DPOC no país chegou a R$ 100 milhões, o dobro investido nos anos 90 – o que indica a crescente incidência da doença e preocupação com essa questão de saúde pública.

A OMS projeta que em 2030 a DPOC será a terceira causa de morte no mundo. A DPOC atinge 65 milhões de pessoas no mundo.