Edição 271Agosto 2017
Sábado, 23 De Setembro De 2017
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Publicado na Edição 263 Dezembro 2016

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Apostando no porvir

2017: trabalhar e esperar, pois durante 2016 a indústria automotiva “sambou”...

Apostando no porvir

Nelson Tucci

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz que a economia está em processo de estabilização e retomada, chegando a compará-la a um paciente que acaba de deixar a UTI. Se analisarmos a economia como um todo, verificamos que ainda estamos “andando de lado”, como diz o mercado financeiro. Ou seja, existe alguma expectativa de melhora, mas isto só para 2017.

O ambiente de negócios nas últimas semanas realmente mudou e os resultados ainda estão por vir. O setor automotivo, que depende desse “ânimo”, vai fechar o ano com resultados ruins. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros 10 meses do ano já computados, a situação está assim: – 17,2% de licenciamentos de veículos novos; – 22,3% de vendas de automóveis; e – 31% nas vendas de caminhões. E estes são números comparados a igual período de 2015. Ou seja, se no ano passado a coisa foi ruim, neste está pior.

As exportações cresceram pouco em volume, mas caíram em valor. O setor de consórcios, que na hora da crise aparece mais, registra índice positivo de 2% no período julho a outubro, comparado com igual quadrimestre de 2015. Mas no ano, computados os 10 primeiros meses, existe retração de 6,7%, com 1,8 milhão de adesões.

Em entrevista coletiva, da qual participei, em novembro, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, apostou firme em crescimento no próximo ano. Não quis dar o número, mas deixou a dica de “um parrudo” dígito. Pela leitura, deve ser algo superior a 5%. O PIB brasileiro deverá crescer (por ora são projeções) na casa de 1%; um pouco mais ou um pouco menos, depende de quem fala.

Na mesma linha otimista, a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (ABAC) acredita em evolução, pois o pior para o segmento foram os quatro primeiros meses do ano. A partir de maio percebeu-se leve recuperação. E isto não só para os veículos, como também para eletroeletrônicos vendidos na mesma modalidade.

Enfim, é trabalhar e esperar um melhor porvir. A todos Boas Festas e um Ano Novo mais justo.

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