Edição 271Agosto 2017
Sábado, 23 De Setembro De 2017
Editorias

Publicado na Edição 259 Agosto 2016

Lucas Zunder

T5 mostra evolução da marca

Concepção chinesa e design italiano

T5 mostra evolução da marca

Nelson Tucci

Que a maré automotiva não está para peixe, no Brasil, todo mundo já sabe. Mas que a crise de vendas não bateu nos SUVs e Crossovers pouca gente tem a informação. Assim, o Brasil deverá se acostumar aos lançamentos e retrofittings dessas categorias com frequências maiores. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no primeiro semestre do ano foram emplacados 144.056 veículos (SUVs/Crossovers), contra 133.664 no mesmo período em 2015.

Foi também no primeiro semestre deste ano que a Jac Motors lançou o SUV T5. E Veículos & Negócios foi conhecer o caçulinha. Carro de concepção chinesa e design italiano, fica muito bem na foto. Faróis potentes, lanternas de LED, ar condicionado digital, kit multimídia no painel, com conexão HDMI e Bluetooth, leitor de MP3 etc., bancos de couro e alguns outros detalhes que agradam. Isso sem contar o generoso espaço interno, inclusive para quem viaja no banco de trás.

O volante multifuncional, revestido, é bom e a direção assistida um show. O câmbio é de fácil engate e a sexta marcha é extremamente bem-vinda neste veículo. Como poucos, a câmera de ré é um cinema e os espelhos laterais bem desenhados. O porta-malas de 600 litros não faz feio. Enfim, se considerarmos o caráter geral do carro, pode ser o sinônimo da maturidade da montadora chinesa no país. O T5 é um carro moderno.

O motor é 1.5, com boa aceleração e retomada, e entrega 127 cv (a álcool). A suspensão tipo McPherson é mais ajustada que a de seu irmão maior, o T6. No item consumo o SUV compacto foi bem. A álcool fez 7,5 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada. Já com gasolina (e aí consideramos as variações do carro com 5 pessoas e com 2, bagagem etc.) fez 9,9 km/l na cidade e chegou a 17 km/l na estrada. Isso rodando em 6ª marcha, em velocidade constante, e na média de 2.000 rpm de aceleração.

IMPORTANTE – Quando a gente faz avaliação, procura extrair o máximo em rendimento/consumo. Isto porque nosso teste visa o consumidor comum, que busca uma boa relação de potência e economia, em regra geral. Não visamos o pessoal que tira “racha” (ou “pega”, como dizem os cariocas), por isso também não entendemos como relevante a cronometragem de segundos para que o veículo atinja de “0 a 100”. Em cidades como São Paulo – onde a velocidade é de 50 km/h nas vias – isso não vale nada. O que o consumidor quer saber, e neste sentido temos conversado informalmente com diferentes perfis (homem/maduro, homem/jovem, mulher/madura, mulher/jovem), é: o carro é econômico? Tem boa retomada?

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