Edição 287Dezembro 2018
Terça, 18 De Dezembro De 2018
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Publicado na Edição 240 Janeiro 2015

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Enfrentar o déficit habitacional da região

Paulo Corrêa Jr.: “Cobrarei o que for necessário”

Enfrentar o déficit habitacional da região

A Baixada Santista estará representada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo por três deputados estaduais: Paulo Corrêa Jr., 38 anos, eleito com 38.489 votos pelo Partido Ecológico Nacional (PEN); Caio França (PSB), 26 anos, e Cássio Navarro (PMDB), 36 anos. Dando continuidade à série de entrevistas com os representantes políticos eleitos em 5 de outubro (nas edições anteriores foram publicadas matérias com os deputados federais João Paulo Tavares Papa, PSDB, Beto Mansur, PRB, e Marcelo Squassoni, PRB), o Perspectiva ouviu as opiniões do bacharel em Direito e jornalista Paulo Corrêa Jr. “Quero que a população saiba que ao assumir a primeira vez o mandato de deputado estadual, reitero o meu compromisso com a Baixada Santista”, afirma, ao prometer que trabalhará pelo desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida da população.

Como o sr. avalia sua eleição para a Assembleia Legislativa?

Não foi fácil. Tivemos uma disputa acirrada com outro candidato do PEN, Mário Botion, mas o ultrapassamos nos últimos minutos do encerramento da apuração. Digo que foi tenso, como um jogo de basquete decidido numa prorrogação. Já participei de outras eleições, mas essa foi a mais difícil.

O que Santos, enfim, a Região Metropolitana da Baixada Santista, pode esperar de sua ação como deputado estadual?

Nossa bandeira é o social e a saúde. Vamos trabalhar junto ao governo do Estado para criarmos programas sociais e em prol da saúde, para que a população tenha atendimentos especializados e de qualidade, e não mais apenas ações paliativas. Precisamos, por exemplo, enfrentar o déficit habitacional em nossa região. Temos muitas pessoas vivendo em palafitas, em situações precárias, sem moradias dignas. Vamos batalhar para mudar esse cenário. Tenho certeza que a responsabilidade é grande e vai aumentar no dia a dia. Vou dar o melhor para trazer tudo que a Baixada merece e necessita. Serei muito exigente.

Qual será sua estratégia?

Vamos estender as articulações e experiências desde o planejamento até a avaliação, com a finalidade de obter resultados satisfatórios nas questões mais complexas que estão na nossa região. Os cidadãos devem ser considerados em sua totalidade e não fragmentados, com respostas apenas às demandas. Vamos trabalhar em constante união com os setores governamentais para que respondam às necessidades da sociedade de forma completa. Durante a campanha percorremos várias regiões nas quais me atualizei sobre os principais problemas. Foram várias visitas aos moradores que relataram seus anseios e frustrações. Agora estamos realizando reuniões com autoridades para unir os esforços.

Como pretende administrar sua ação parlamentar em relação ao governo Alckmin?

Sempre ressalto que serei imparcial, pois cobrarei o que for necessário, fiscalizarei. E sem dúvida no que concordar, assinarei e ajudarei a colocar os projetos em prática. Como sempre digo, “não tenho alianças com ninguém”. E baseado nisso trabalharei defendendo o que for melhor para a população.

Como o sr. enumera as principais necessidades da região?

Educação, saúde e segurança são assuntos de anseio nacional. Em nossa região, no setor da educação, precisamos valorizar o professor. E o Estado deixa muito a desejar. Nossas crianças precisam de atenção constante. Há poucos dias tivemos o resultado do ENEM, e nele 529 mil alunos zeraram e apenas 250 tiveram nota máxima em redação. O país necessita uma educação estruturada, esta é a base para termos um país melhor. Por isso, é preciso propor novas perspectivas de vida, baseadas na educação, em atividades técnicas profissionalizantes, no esporte, na cultura e no lazer. O ensino de tempo integral assim como um trabalho em conjunto com os pais também são necessários como ferramentas para conseguir a ascensão social da família. Já na área da saúde vamos trabalhar para haver atendimento digno aos munícipes. Um dos exemplos é contra a falta de órteses, usadas por pacientes em fase de tratamento. E também lutaremos por um Hospital Regional em São Vicente, cidade que carece de tratamento de alta complexidade. Vamos buscar também, junto ao governador, medidas efetivas para combater a violência. Outro tema é a mobilidade urbana. Com os congestionamentos que acontecem no porto de Santos as cidades param, literalmente. Durante esses meses visitei várias empresas do porto para discutir soluções e acabar de vez com os congestionamentos.

Quais as suas propostas para enfrentar o déficit habitacional?

Este é um problema que merecerá total atenção de nossa parte. Precisamos que o governador olhe melhor para a situação. Temos muitas pessoas vivendo em palafitas, em situações precárias. Hoje a oferta de terrenos para os projetos habitacionais tem sido um dos problemas. Em Santos, além dessa carência, o alto custo dos terrenos transforma a ampliação de programas destinados a famílias de baixa renda em sonhos inalcançáveis. O primeiro passo é batalhar para obter financiamentos públicos.

Considerando a importância da construção civil, como o sr. pretende incentivar este segmento?

Precisamos estimular o crescimento econômico em nossa região e a construção civil é um setor fundamental para este crescimento, pois é responsável pela geração de empregos direta e indiretamente. Porém, este setor necessita de uma reforma tributária.