Edição 310Novembro 2020
Quinta, 03 De Dezembro De 2020
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Publicado em 10/03/2016 - 12:01 pm em | 0 comentários

Sondagem do SindusCon-SP mostra que construção civil mantém pessimismo

A percepção das empresas sobre a atual situação do setor, mostrada pela 66ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) indica que o pessimismo se mantém. Entre os itens que compõem a sondagem, o fatorDesempenho da Empresa ficou em 27,72 pontos, o que representou, no acumulado do ano, uma queda de 26,5%.

Apurada trimestralmente pelo SindusCon-SP desde agosto de 1999, a sondagem segue uma escala que vai de “0” a “100”, tendo o valor “50” como centro. Ou seja, abaixo de “50” pode ser interpretado como um desempenho não favorável. A exceção fica apenas por conta do item dificuldades financeiras, cujos valores abaixo de “50” significam dificuldades menores.

A expectativa para os próximos meses, mostrada no itemPerspectivas de desempenho, também não é animadora, já que ficou em 31,24 pontos, denotando que o pessimismo deve se manter pelos próximos meses, pois as empresas não esperam alteração do quadro atual.

Em relação à economia, a pontuação no item Condução da política econômica, ficou ainda mais baixa, atingindo apenas 10,61 pontos e é a maior queda, entre os sete itens da sondagem, ficando negativa em 57,5% no período de 12 meses.

O fator Inflação reduzida, em 15,29 pontos e Crescimento econômico, em 11,5 pontos, confirmam o sentimento negativo. O item Dificuldades financeiras registrou 70,24 pontos, e reflete as condições econômicas do País e a inflação alta nos últimos meses.

Outras questões como a queda no investimento feito por famílias, empresas e governos; a demanda no setor (muito abaixo do que foi registrado em 2015) e o alto índice de desemprego reforçam a sensação de que não há expectativa de melhora no curto prazo.

Aspectos financeiros como crédito mais caro e dificultado também foram citados como fatores que impedem manobras alternativas de investimento, tanto para famílias, quanto para empresas.

Para o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, o resultado da Sondagem reflete a descrença da maioria do empresariado da construção na possibilidade de um reaquecimento da economia no curto prazo. “A sensação dominante é de que a crise política paralisou a já baixa capacidade do governo de adotar medidas antirrecessivas e ações para reequilibrar os gastos públicos. Resta aguardar um rápido desfecho da crise política, para que a produção e o emprego não sofram ainda mais.”

O item Perspectivas de evolução dos custos, em 47,48 pontos, mostra que além de não estar confiante, o empresário espera que sua atividade seja onerada nos próximos meses.

Diante deste quadro e de questões inerentes ao setor, que se programa para longos prazos, a percepção do SindusCon-SP é de que o nível de atividade está longe de ser retomado, não havendo expectativa de uma data em que a construção civil poderá voltar a ter um volume de demanda que vá dar fôlego às empresas.

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