Edição 272Setembro 2017
Terça, 17 De Outubro De 2017
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Publicado em 19/09/2017 - 8:31 am em | 0 comentários

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Redes sociais influenciam crescimento de casos de suicídio entre adolescentes

É importante que os pais fiquem atentos aos sinais

Redes sociais influenciam crescimento de casos de suicídio entre adolescentes

Considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a terceira causa de morte entre adolescentes, o suicídio de jovens entre 12 a 18 anos é uma realidade em crescimento no Brasil. Neste cenário, segundo a psicóloga Marina Arnoni Balieiro, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, as redes sociais assumem cada vez mais protagonismo e acabam influenciando diretamente o adolescente a tomar atitudes extremas.

Os mais diversos tipos de conteúdos, hoje disponíveis na internet, também impulsionam o comportamento. “Os jovens têm acesso muito maior à internet e usam como um meio de comunicação. Se antes havia o bullying na escola e a pressão social, hoje você tem tudo isso dentro das redes sociais, que muitas vezes os pais não conseguem identificar”, argumenta Balieiro.

Plataformas virtuais são ainda espaço para atividades de risco, como jogos que induzem ao suicídio. A especialista salienta que essas atitudes estão relacionadas a uma tentativa de mostrar que é possível ir além do seu limite.

Por isso, é importante que os pais fiquem atentos aos sinais e não menosprezem qualquer tipo de manifestação do adolescente: “O jovem já tem uma tendência natural a se isolar, então às vezes as pessoas falam que isso é normal, coisa de adolescente. Mas não é. Muitas situações podem estar acontecendo, perturbando seu filho de uma maneira forte e não sabemos identificá-las”.

Até mesmo as conversas descontraídas devem ser observadas. Para a psicóloga, os indícios podem ser detectados até mesmo em momentos mais tranquilos: “Quando um adolescente fala brincando que não aguenta mais e deseja se matar, é preciso entender porquê está se expressando assim. Não é comum você falar que quer se matar”.

Como forma de ajuda, Balieiro esclarece que nem sempre a conversa consegue resolver e é preciso procurar ajuda especializada: “A família tem que tentar conversar e encontrar alternativas, mas às vezes é preciso encaminhar para a terapia, que será um momento do adolescente encontrar um espaço e explicar o que está sentido efetivamente”.