Edição 275Dezembro 2017
Domingo, 17 De Dezembro De 2017
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Publicado em 13/10/2017 - 10:37 am em | 0 comentários

Luiz Carlos Ferraz

Projetos de proteção do meio ambiente receberão apoio de R$ 574 mil

Muriqui-do-Norte: incentivo à reserva Sossego do Muriqui

Projetos de proteção do meio ambiente receberão apoio de R$ 574 mil

Três projetos de conservação da natureza no Estado de Minas Gerais receberão apoio financeiro da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, totalizando R$ 574 mil. No país, a entidade apoiará 17 novos projetos, que juntos somam R$ 2,3 milhões, e que envolvem iniciativas em todos os biomas brasileiros e nos ecossistemas costeiro e marinho.

Em Minas Gerais, o projeto “RPPN Sossego do Muriqui: ampliando a área protegida dentro do Corredor Ecológico Sossego-Caratinga” é realizado pelo Muriqui Instituto de Biodiversidade e propõe a criação de mais uma Reserva Particular do Patrimônio Natural no Corredor Ecológico Sossego-Caratinga (CESC). Esse corredor compreende, atualmente, as RPPNs Mata do Sossego, em Simonésia, e Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga (MG), as quais representam dois dos últimos refúgios do muriqui-do-norte (brachyteles hypoxanthus). A nova RPPN Sossego do Muriqui protegerá remanescentes florestais entre as duas reservas já existentes, contribuindo para a conservação desse primata que é uma das cem espécies mais ameaçadas do planeta.

Também em Minas Gerais, a iniciativa “Conservação do discocactus horstii: uma espécie de Cactaceae ‘criticamente em perigo de extinção’ do Norte de Minas Gerais”, realizada pela Fundação Flora de Apoio à Botânica, tem como objetivo promover a conservação dessa espécie de cactácea e disseminar o conhecimento sobre as demais espécies ameaçadas de extinção na região de Grão Mogol e Francisco Sá. O discocactus horstii ocorre exclusivamente no município de Grão Mogol, sendo símbolo do Parque Estadual de Grão Mogol, e já foi alvo de intenso extrativismo por colecionadores. Suas populações também são impactadas pela contínua modificação de habitat devido à extração de quartzo.

O programa “Papagaios do Brasil: Integração e articulação das ações do PAN Papagaios” tem o propósito de proteger cinco espécies de papagaios, a partir do combate a suas principais ameaças, como o comércio ilegal dessas aves e a destruição de hábitat – ações essas previstas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica. O programa articula esforços de instituições que atuam há duas décadas na conservação de papagaios, como a paranaense Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), a mato-grossense Fundação Neotrópica e a gaúcha Associação Amigos do Meio Ambiente, além do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave) que é uma unidade descentralizada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além de Minas Gerais, a iniciativa é realizada no Distrito Federal e nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde as espécies estudadas ocorrem.

Em 26 anos de atuação, 1.528 iniciativas e 501 instituições já foram apoiadas em todo o território brasileiro, o que fez a Fundação Grupo Boticário se firmar como uma das principais financiadoras de iniciativas de conservação da natureza no Brasil.

De acordo com a diretora executiva da instituição, Malu Nunes, ao apoiar projetos, a Fundação contribui para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e para promover a sua conservação. “Conservar espécies e ecossistemas é essencial à economia e à qualidade de vida humana, pois é essa biodiversidade que fornece os serviços ambientais essenciais à nossa sobrevivência, como a produção de água, regulação do clima e a manutenção da qualidade do ar e do solo”, ressalta.