Edição 275Dezembro 2017
Sábado, 16 De Dezembro De 2017
Editorias

Publicado em 8/12/2016 - 8:52 am em | 0 comentários

Divulgação

Planeta Inseto comemora seis anos de atividades com espaços revitalizados

Nos jardins do Museu, esculturas de insetos gigantes...

Planeta Inseto comemora seis anos de atividades com espaços revitalizados

Qual é a sensação de estar no interior de uma colmeia? Como as pequeninas abelhas trabalham? O que fazer para manter um ambiente que atraia e estabeleça os polinizadores – indispensáveis para a produção de alimentos? Essas são algumas questões que o Planeta Inseto, exposição permanente do Museu do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tenta elucidar para seu público com a revitalização do Recanto das Abelhas e do jardim do Museu do IB.

A entrega das melhorias dos espaços acontece hoje. As obras foram realizadas pela Syngenta para comemorar os seis anos do espaço de divulgação científica. As melhorias envolvem a colocação de um piso 3D na sala temática das abelhas sem ferrão, a revitalização do jardim do Museu e a inserção de cinco esculturas de insetos gigantes, com um metro cada.

Com o piso 3D, os visitantes do Planeta Inseto poderão se sentir no interior de uma colmeia. “Essa sensação imersiva será possível por meio do uso de tecnologia gráfica. De forma lúdica e interativa será possível ensinar sobre como vivem as abelhas sem ferrão e a necessidade de preservação dos polinizadores e da biodiversidade”, afirma Harumi Hojo, pesquisadora do IB e responsável pelo Planeta Inseto.

A sala temática conta com tecnologia que permite visualizar, ao vivo, o interior de uma colmeia, quatro réplicas de abelhas sem ferrão das espécies Jataí, Iraí, Mandaçaia e Uruçu-Amarela, além de um vídeo que conta sobre a vida e a importância desses insetos.

Na parte externa do Museu, o jardim que abriga 11 colônias de abelha sem ferrão também foi revitalizado. O espaço foi pensado para atrair e fixar polinizadores. Para isso, foram utilizadas mais de 40 espécies de planta como amor-agarradinho, mini-ixora, helicônia, lantana e uma fonte de água. “Fizemos um jardim funcional para as abelhas. A ideia foi utilizar elementos que atraiam e forneçam alimentos para os polinizadores já existentes no espaço e as novos”, afirma Rafael Alexandre Ferreira, coordenador de segurança de produtos da Syngenta.

Foram instaladas no espaço réplicas de joaninha (fase larval e adulta), cupim, barata, besouro. “Essas esculturas chamam a atenção das crianças e servem para que elas vejam em tamanho expandido as características morfológicas dos insetos”, explica Harumi.

A parceria entre o Instituto Biológico e a Syngenta no Planta Inseto se iniciou em 2014, com o lançamento do Recanto das Abelhas. “Esta parceria é muito importante, pois permite fazer melhorias de forma mais dinâmica no Planeta Inseto. A Syngenta tem nos ajudado na divulgação da mostra e na criação de novos espaços para o público”, afirma Antonio Batista Filho, diretor-geral do IB. A Syngenta apoia ainda um projeto de pesquisa do IB com polinizadores no cafezal urbano do instituto. Os primeiros resultados da pesquisa mostram aumento de 35% da produção de café em decorrência da preservação dos polinizadores no local.

“O Planeta Inseto funciona para a Syngenta como um dos nossos pilares de biodiversidade e sustentabilidade. Com esses espaços, conseguimos cumprir parte de nossas metas de sustentabilidade, por isso, a importância desta parceria com o Instituto Biológico”, afirma Ferreira.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, o Planeta Inseto transfere conhecimento e diminui a distância entre as pesquisas realizadas pelo IB e o público em geral: “Esta é uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin”.

O público-alvo do Planeta Inseto é formado por crianças e adolescentes de quatro a 16 anos, mas a exposição recebe visitantes de todas as idades. Além das abelhas, o público pode ver baratas praticando corrida, lagartas tecendo fios de seda, formigas trabalhando em sistema organizado, bicho-pau, que se assemelha a gravetos e técnicas de controle biológico de pragas. Ao todo, são 25 atrações.

Em seis anos de atividade, o Planeta Inseto já recebeu mais de 300 mil pessoas em sua exposição fixa e nas mostras itinerantes. O objetivo é promover a educação ambiental e divulgação da ciência de forma lúdica e interativa. Assim, ao visitar o Planeta Inseto as pessoas conscientizam-se de como os insetos estão presentes no dia a dia e a importância deles para o meio ambiente, produção de alimentos e saúde humana. “Existem mais de um milhão de espécies de insetos conhecidos e acredita-se que haja mais outras sete milhões a serem descobertas. Eles representam mais da metade do nosso planeta. Apenas as formigas ocupam 15% do peso da Terra”, explica Batista Filho.

Para o diretor-geral do Instituto Biológico, a exposição é uma importante ferramenta de conscientização ambiental e divulgação científica. “A última pesquisa de percepção pública da ciência divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia mostra que apesar de terem interesse em temas científicos, apenas 12% dos entrevistados disseram conhecer o nome de alguma instituição de pesquisa do País. Com o Planeta Inseto mostramos o que faz o IB e a importância de nosso trabalho para a sociedade”, afirma.

O Museu do Instituto Biológico está localizado na Av. Dr. Dante Pazzanese, 64, Vila Mariana. A visitação do Planeta Inseto é gratuita, de terça-feira a domingo, das 9 às 16 horas, com informações pelo telefone (11) 2613.9500 ou planetainseto@biologico.sp.gov.br