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Publicado em 25/08/2016 - 8:37 am em | 0 comentários

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Incidência do câncer de rim na mulher e o tabagismo

Elevado consumo de tabaco pode estar associado ao aumento da doença

Incidência do câncer de rim na mulher e o tabagismo

Comumente ligado ao câncer de pulmão, o tabaco é um dos principais fatores de risco para vários outros tipos de tumor, entre eles o câncer de rim. Trata-se de uma associação preocupante, sobretudo no caso da população feminina, considerando a tendência de aproximação cada vez maior das taxas de tabagismo entre homens e mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Em vários países, enquanto a prevalência de fumantes masculinos atingiu o pico, as taxas no sexo feminino estão em ascensão. E, mesmo em sociedades em que o consumo de tabaco tem diminuído, a redução tem ocorrido de forma menos acentuada entre as mulheres.

“A consolidação do tabagismo entre as mulheres nos últimos anos tem sido um fator imprescindível para a mudança no cenário do câncer de rim neste grupo. Apesar de o câncer renal ser duas vezes mais frequente em homens, o aumento relativo no consumo de tabaco tem levado a um crescimento considerável no diagnóstico da doença em mulheres”, afirma o médico Fábio Schutz, especialista em Oncologia Clínica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e Pesquisador em Oncologia Clínica do Dana-Farber Cancer Institute e Harvard Medical School.

Especialmente entre as mulheres jovens, a prevalência do tabagismo cresce mundialmente e, em muitos países, já se verifica um predomínio de meninas fumantes em relação aos meninos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mulheres já representam hoje cerca de 20% dos fumantes no mundo, somando quase 250 milhões de tabagistas. Com isso, elas se tornam mais suscetíveis não apenas ao câncer de rim, mas também aos tumores de pulmão, bexiga, cabeça e pescoço, colo de útero e esôfago. Alguns estudos científicos sugerem, ainda, uma relação entre o fumo e o câncer de mama.

O câncer de rim, por apresentar características muito específicas, é altamente resistente à quimioterapia. Mas é possível obter melhores resultados com as terapias-alvo, que agem com elevada precisão. Essa estratégia de tratamento, que foca na procura por um alvo específico que possa ser atingido por um determinado medicamento, aumenta as chances de melhores resultados, com menos efeitos colaterais. “Os novos medicamentos têm mudado a história do tratamento do câncer de rim. Se antes estávamos diante de uma doença praticamente sem opções terapêuticas, hoje o câncer de rim já pode ser considerado tratável, por meio de medicamentos que aumentam a sobrevida e melhoram a qualidade de vida dos pacientes”, afirma o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

No Brasil, acaba de ser lançado o medicamento Inlyta (axitinibe), da Pfizer, indicado para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais avançado (RCC, sigla em inglês para renal cell carcinoma), tipo mais comum de câncer de rim. Aprovado também nos Estados Unidos e na União Europeia, o medicamento é uma terapia-alvo oral baseada na inibição seletiva de receptores do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que têm papéis importantes no crescimento dos novos vasos sanguíneos que nutrem o tumor e estimulam, assim, a progressão metastática.

A chegada de Inlyta ao mercado complementa o portfólio da Pfizer no Brasil para o tratamento de câncer renal, que já conta com Sutent, desde 2006, e também com Torisel, desde 2010. Com isso, a Pfizer reafirma seu compromisso de investir em tratamentos inovadores que ampliem e melhorem a vida de pessoas, considerando o segmento oncológico como uma de suas áreas prioritárias para os aportes em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Mais frequente em homens do que em mulheres, especialmente na faixa etária que vai dos 50 aos 70 anos de idade, o câncer de rim está entre os 10 tumores mais comuns em todo o mundo. Dados publicados pelo projeto Globocan, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que 6.255 pessoas receberam o diagnóstico de câncer de rim no Brasil em 2012, sendo 3.761 homens e 2.494 mulheres.

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