Edição 271Agosto 2017
Sábado, 23 De Setembro De 2017
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Publicado em 22/09/2016 - 10:51 am em | 0 comentários

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Doenças cardíacas acometem cerca de 35% dos cachorros idosos

Setembro Vermelho: conscientizar os donos de pets

Doenças cardíacas acometem cerca de 35% dos cachorros idosos

A campanha “Setembro Vermelho: se tem amor”, da Elanco em parceria com a Agência Estação Brasil, promove ação neste sábado, das 10 às 14 horas, na Clinvet, na Praça Cel. Fernando Prestes, 46, no Embaré em Santos. O objetivo é conscientizar sobre doenças cardíacas em cães, pois os números mostram que o assunto merece atenção. As cardiopatias em cães são cada vez mais comuns, já que, assim como os humanos, eles estão vivendo mais. O problema se agrava porque o tutor não está acostumado a cuidar dos bichinhos idosos como cuida dos filhotes.

O coração é a base do funcionamento do sistema circulatório de qualquer ser humano e deve sempre estar na lista dos check ups periódicos. No caso dos animais de companhia não é diferente. O coração do cão tem uma estrutura semelhante à humana e o diagnóstico e tratamento precoces das doenças cardíacas podem fazer diferença na saúde e qualidade de vida dos bichos. Para conscientizar o tutor sobre a importância do acompanhamento periódico do veterinário e do check up anual para a detecção dos problemas cardíacos.

Estudos apontam que cerca de 35% dos cães serão acometidos por alguma cardiopatia ao atingir a fase idosa. A partir dos 5 anos e desta idade até aproximadamente 13 anos cerca de 70% deles vão desenvolver ao longo da vida a chamada Doença Valvar Crônica Mitral (DVCM), a principal cardiopatia que acomete os cães, sendo os mais suscetíveis os machos de pequeno porte (com até 20 quilos). A doença pode aparecer já nos primeiros cinco anos de vida do cãozinho, sendo a prevalência, por faixa etária, de 10% em cães com cinco a oito anos, 25% com nove a 12 anos e 35% entre os acima de 13 anos.

A doença acontece quando a válvula mitral, responsável por controlar o fluxo do sangue do ventrículo esquerdo ao átrio esquerdo do coração e artéria aorta, não fecha direito, o que faz com que parte desse líquido volte ao átrio. Entre as consequências está o chamado sopro do coração que, assim como nos humanos, é detectado através do procedimento de auscultar o coração do animal com o estetoscópio. “O sopro é como chamamos o som emitido quando a válvula não funciona bem, fazendo com que o sangue que deveria ir totalmente para a artéria aorta produza um refluxo de sangue para o átrio esquerdo. Além dele, outras consequências da doença são aumento do volume do coração e acúmulo de líquidos nos pulmões. Ao se agravar, a situação pode prejudicar seriamente o sistema circulatório, acometendo outros órgãos, como os rins e o fígado”, alerta Kátia Mitsube Tárraga, médica veterinária professora da FMVZ/USP e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária. Entre as raças mais afetadas pelo problema estão Poodle, Cavalier King Charles Spaniel, Teckel (antigos Dachshund), Bichon Frise, Yorkshire, Maltês, Pinscher e Whippet, além dos SRD (sem raça definida).

Para evitar a evolução do problema e o sofrimento do animal é imprescindível que o check up anual inclua exames específicos, como inspeção e auscultação periódica pelo médico veterinário, realização de exames complementares de sangue, raio X e ecocardiograma, já a partir dos cinco anos de idade do animal. Ficar atento aos sintomas é importante, afinal ninguém conhece melhor seu cão do que o próprio tutor. A qualquer mudança na rotina, é preciso consultar um médico veterinário para uma avaliação adequada e a realização de exames preventivos a tempo. Entre os principais sintomas da DVCM, estão:

. Apatia e intolerância à exercícios físicos, com cansaço frequente

. Perda ou ganho de peso repentinos

. Perda de apetite e aumento da sede e do volume de urina

. Tosse e engasgos, principalmente à noite

. Dificuldade respiratória

. Alguns animais podem apresentar desmaios e/ou convulsões, em casos mais avançados da doença

“Após o diagnóstico, é importante iniciar o tratamento o quanto antes, para retardar a evolução da doença. A abordagem deve ser individualizada, levando-se em consideração o grau e a evolução da cardiopatia. Quando o animal tem o problema, mas não tem sintomas, recomenda-se mudar hábitos, como alimentação e frequência de exercícios, sempre observando a condição clínica do cão. Nas fases mais avançadas, chamada de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva) é preciso entrar com medicação, conforme orientação do seu médico veterinário, medicação esta que deve ser ministrada pelo resto da vida do animal”, esclarece Kátia.

Entre os tratamentos mais comuns estão os vasodilatadores que ajudam a controlar as alterações produzidas no coração, melhorando o fluxo sanguíneo, diminuindo o refluxo para o átrio esquerdo e, assim, atenuando o quadro de insuficiência cardíaca. A longo prazo, o medicamento também melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida do animal. Soma-se ao medicamento a mudança de hábitos do animal, como o controle da frequência e intensidade dos exercícios e melhora da dieta, com menos sal.

Campanha dissemina informações sobre diagnóstico e tratamento de doença cardíaca em cachorros para tutores e veterinários

Com o mote “Se tem amor”, que remete ao mês de início das atividades de conscientização das doenças cardíacas, a campanha Setembro Vermelho tem o objetivo de conscientizar sobre a doença valvar crônica mitral (DVCM), cardiopatia que mais afeta os cães, e alertar sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

A campanha vai levar informação a dois públicos: os médicos veterinários, com dados técnicos sobre o diagnóstico e tratamento da DVCM, com o objetivo de aumentar a qualidade de vida e sobrevida desses animais; e os tutores dos cães, levando informações sobre a importância do acompanhamento periódico do veterinário e do diagnóstico precoce das doenças cardíacas.

Nos dias 01 e 22 de setembro, às 20h, acontecerão webmeetings para médicos veterinários, que podem acessar o hotsite www.pensecoracaopenserins.com.br para obter mais informações. As clínicas e laboratórios parceiros também serão impactados, recebendo materiais sobre a campanha, como folders e folhetos destinados aos tutores, em prol da realização do check up preventivo.

Para o público leigo, o foco principal serão as mídias sociais. Posts sobre o assunto serão divulgados no Facebook, chamando o público para compartilhar a #setemamor com os amigos. Os usuários da rede social também poderão incorporar à sua foto do perfil um selo da campanha em apoio à iniciativa.