Edição 296Setembro 2019
Sexta, 18 De Outubro De 2019
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Publicado em 29/02/2016 - 9:12 am em | 0 comentários

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Confiança sobe, mas consumidor continua pessimista, apura FecomercioSP

Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) somou 102 pontos em dezembro, ante os 103,6 pontos registrados em novembro

Confiança sobe, mas consumidor continua pessimista, apura FecomercioSP

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 95,2 pontos em fevereiro, com alta de 7% se comparado a janeiro, quando registrou 89 pontos. Já na comparação anual, a queda foi acentuada (-15,6%). A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total).

O aumento do ICC, segundo os economistas da Entidade, foi motivado pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), um dos indicadores que compõem a pesquisa. O ICEA registrou alta de 16,5% no comparativo com janeiro, ao passar de 57,1 pontos para 66,5 pontos em fevereiro. Já em relação ao mesmo mês de 2015, quando o índice registrou 109,7 pontos, houve queda de 39,3%.

O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que é outro requisito que compõe o ICC, por sua vez, registrou alta de 3,6%, ao passar de 110,3 pontos em janeiro para 114,4 pontos em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês de 2015, o IEC sofreu leve queda de 0,6%.
De acordo com a FecomercioSP, apesar da confiança do consumidor subir em fevereiro e manter a trajetória positiva dos últimos três meses, essa melhora deve ser avaliada levando em consideração a magnitude do indicador, ainda dentro da zona do pessimismo. Assim, é possível dizer que as oscilações registradas desde dezembro estão dentro da normalidade e apontam mais para uma acomodação no patamar de pessimismo do que para uma tendência de recuperação da confiança.

A alta mensal ainda pode ter sido influenciada por fatores sazonais, como o aumento do salário mínimo.

Na análise anual, a Entidade reforça que os fatores responsáveis pela trajetória negativa do ICC continuam os mesmos: o mercado de trabalho com sinais cada vez mais claros de deterioração (aumentando, assim, a insegurança do consumidor em relação ao seu emprego) e a perda do poder de compra, resultado da combinação de ganhos de renda mais modestos e crédito mais caro.

Em uma análise segmentada do ICEA, os consumidores de 35 anos ou mais foram os que mais aumentaram a confiança com a situação atual da economia em fevereiro – alta de 23,7% em relação a janeiro do indicador, que passou de 50,8 para 62,9 pontos. No caso das pessoas que ganham menos de 10 salários mínimos e daquelas que recebem mais de 10 salários mínimos, o aumento do ICEA foi parecido em fevereiro (16,6% e 16,3%, respectivamente).

Em relação ao futuro, os consumidores que ganham 10 salários ou mais foram os únicos que registraram queda do IEC (recuo de 1,4% em relação ao mês passado, ao passar de 109,7 para 108,2 pontos em fevereiro). Entre os consumidores que ganham menos de 10 salários mínimos, houve alta de 6% (117,3 pontos, ante 110,6 em janeiro).