Edição 268Maio 2017
Segunda, 26 De Junho De 2017
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Publicado em 17/05/2017 - 10:15 am em | 0 comentários

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Aplicativo para gerenciar lixo doméstico é vencedor da Feira de Ciências

Ferramenta para celular foi criada por alunos do Ensino Médio de Mogi das Cruzes

Aplicativo para gerenciar lixo doméstico é vencedor da Feira de Ciências

Com ajuda de um aplicativo de celular, moradores de Mogi das Cruzes poderão gerenciar o destino do lixo produzido em casa. Essa é proposta de alunos da E.E. Adelaide Maria de Barros, vencedores da 4ª Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo. Foram ao todo 157 projetos de pré-iniciação inscritos nas áreas de ciências da natureza, tecnologia, empreendedorismo e extensão social. Participam da competição estudantes do 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e da 1ª série e 2ª série do Ensino Médio de todo Estado. Em 2018, o concurso será aberto a partir do 6º ano.

O aplicativo criado por Bruno Gaspar e Wesley Oliveira é programado para organizar a seleção e coleta dos reciclados (vidro, metal, papel, orgânico). Nos primeiros testes feitos na própria unidade, a plataforma identificou problemas na rotina de alunos e funcionários. Por exemplo: resíduos de papel eram descartados em lixos comuns e garrafas de plástico não eram reutilizadas. Em março, após destaque na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), o app chamou atenção da prefeitura, e em breve, será testada em bairros da cidade.

“Vai demorar uma semana para gente digerir que fomos os vencedores. Antes de virmos para São Paulo, assistimos ao vídeo dos outros finalistas e, apesar da expectativa, sabíamos que seria difícil”, conta Wesley. Eles já planejam investir os R$ 1 mil, prêmio dado pela Feira, para continuidade do projeto com a contratação de um programador: “E, assim, colocá-lo na rua e conquistar usuários”.

Além da bolsa da United Way (distribuída ainda aos outros cinco finalistas), os alunos de Mogi têm vaga garantida na Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia), em Novo Hamburgo. A premiação, desta vez, também se estende à unidade de ensino. A Cisco, outra parceira da Feira, transformará a Escola Estadual Adelaide Maria de Barros em polo experimental de inovação. Professores e alunos passarão por cursos de capacitação em alfabetização digital e empreendedorismo e os espaços receberão novos equipamentos.

Ontem, na cerimônia de entrega do prêmio, a Secretaria da Educação também anunciou a colocação final de outros cinco projetos. O segundo lugar foi para a estudante Nathália Souza de Oliveira, da E.E. Alexandre Von Humboldt, por construir um medidor cardíaco para sonâmbulos. Na terceira posição ficou Poliana Hilário, da E.E. Profa. Maria Dolores Veríssimo Madureira, e o projeto de embalagens biodegradáveis produzidas com casca de banana.

Já Giovanna Rodrigues e Letícia Garcia, da E.E. Prof. Gabriel Pozzi, desenvolveram um repelente de formigas à base de gengibre e conquistaram o quarto lugar. Da E.E. Afonso Cáfaro, Guilherme Barbosa Marcondes terminou em quinto com a massa de cimento feita com de trituras de garrafa pet. O prêmio revelação foi para Lucca de Lima, EE Profa. Augusta do Amaral Peçanha, autor de uma prótese equina para patas dianteiras.