Edição 309Outubro 2020
Quinta, 29 De Outubro De 2020
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Publicado na Edição 302 Março 2020

Acervo FAMS

Arte como elemento transformador

Roberto Peres: “Ainda acredito no ser humano”

Arte como elemento transformador

O diretor artístico, crítico de arte e jornalista Roberto Peres gravou seu depoimento ao Programa Memória-História Oral em 2 de setembro de 2014, no estúdio da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Dois meses depois, em novembro, Roberto Peres faleceu, deixando a cidade e a região mais pobre em relação à ação cultural vanguardista que sempre caracterizou seu trabalho. Na entrevista, Peres recorda sua infância vivida no Campo Grande e Vila Nova, as idas aos cinemas de bairro e sua trajetória pessoal e profissional.

ROBERTO Fernandes Peres nasceu em 23 de fevereiro de 1945, em Santos. Quando faleceu, em 3 de novembro de 2014, aos 69 anos, era diretor da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, da Secretaria de Cultura Municipal de Santos (Secult), desde a sua fundação em 2010.

Roberto Peres foi diretor do Corpo Estável de Dança da Secult entre os anos 1991 e 1996. Em São Vicente, no ano 2000, dirigiu a encenação da Fundação da Vila de São Vicente. Outro destaque da carreira foi a direção do espetáculo Kasato Maru, comemorando os 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil, em 2009, no Teatro Coliseu. Também atuou junto aos grupos teatrais Tescom – Escola de Teatro e Theatrum.

Foi curador das Bienais de Artes Visuais de Santos, em 1993 e 1995, conquistando prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhores mostras fora da capital. Também atuou como coordenador cultural da Pinacoteca de Santos, de 1993 a 1995, e coordenador cultural do Salão de Arte Jovem e da Galeria de Arte do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (Ccbeu), de 1998 e 2004.

Peres foi, ainda, professor titular do curso de Teatro do Centro Universitário Lusíada (1985 a 1993), diretor e professor do Centro de Arte e Decoração de Santos (Cades) e professor das disciplinas de História da Arte, História do Teatro e História do Cinema.

Como jornalista, foi editor e crítico (arte, teatro, cinema e dança) do jornal Cidade de Santos, entre 1967 e 1987. Também trabalhou como colaborador do jornal Última Hora, de 1969 a 1970, e crítico de dança do jornal A Tribuna entre 1988 e 1989.

Roberto Peres atuou também como jurado do desfile oficial das escolas de samba de Santos e no município de Franca. Ministrou cursos em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba de Santos (Licess) e foi carnavalesco da escola de samba Unidos Dos Morros em 2008 e 2009.

Ao final de seu depoimento, Peres afirma: “Ainda acredito no ser humano. Já militei muito politicamente, mas a arte é transformadora. Tenho certeza que (valorizando a arte) teremos tempos melhores”.

A entrevista completa de Roberto Peres pode ser acessada no canal oficial do Programa Memória-História Oral no Youtube, em www.youtube.com/c/programamemoriahistoriaoral

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br

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