Edição 310Novembro 2020
Terça, 01 De Dezembro De 2020
Editorias

Publicado na Edição 245 Junho 2015

Prêmio discute mobilidade urbana

DISCUTIR a ideia de mobilidade urbana e a importância do uso da bicicleta, além de levantar questões sobre qualidade de vida, relações urbanas, sustentabilidade e espaços públicos, são os principais objetivos do projeto “Am I Invisible?”, promovido pela organização “Bicycle Utopia”, fundada pela fotógrafa norte-americana Jeanne Hilary. Em 2013 e 2014, o projeto realizou várias ações em Nova York, como concurso fotográfico, exposições e debates, sobre esse tema importante nos dias de hoje.

A convite de Sylvia Sanchez, fotógrafa e professora da Panamericana Escola de Arte e Design, a edição do projeto “Am I Invisible?” deste ano será feita numa parceria entre Nova York e São Paulo. O objetivo é apontar e debater aspectos em torno da bicicleta e da mobilidade urbana, criando um diálogo entre as duas metrópoles, através da arte e da fotografia. Assim, foi lançado o prêmio “Invisível? SP | NYC”, com o tema “Que São Paulo se torna visível por causa da bicicleta?”.

Para participar, os interessados devem enviar suas imagens parawww.cicloutopia.com As fotos ficarão concentradas no site, o que possibilita um diálogo visual entre as duas cidades. Uma comissão julgadora – de São Paulo, Daniele Dal Col, Elcio Ohnuma e Renata Falzoni; e de Nova York, Karen Overton, Louise Weinberg e Zanna Gilbert – analisará as fotografias e as melhores imagens serão premiadas. A Panamericana Escola de Arte e Design oferecerá bolsa de estudos para cursos de curta duração aos autores dos dois melhores trabalhos.

“O colapso de São Paulo está fortalecendo um personagem que sempre esteve discreto nas ruas. A bicicleta passou a ganhar cada vez mais adeptos e destaque. Falar sobre bike é falar sobre a cidade, sobre qualidade de vida, relações humanas, acessos democráticos. Por isso,tanto em SP quanto em NY, é fundamental que se dialogue com essa questão. E que melhor maneira de engajar as pessoas e tornar tudo isso visível do que a arte e a fotografia?”, afirma Sylvia Sanchez.

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