Edição 275Dezembro 2017
Segunda, 18 De Dezembro De 2017
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Publicado na Edição 267 Abril 2017

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Passa um filme na cabeça…

Rolleiflex SL66 de 1966: quanto mais rara e antiga é a câmera, melhor

Passa um filme na cabeça…

Leandro Ayres

A VERDADEIRA história da fotografia inicia-se em 1817, quando o francês Joseph-Nicéphore Niépce obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem, pouco contrastada, sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judeia, mas somente no Verão de 1826 conseguiu produzir a primeira fotografia, da janela de sua casa, que se encontra preservada até hoje.

A fotografia popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888, com a entrada no mercado da empresa Kodak. Sua publicidade baseava-se no fato de que qualquer pessoa podia tirar suas fotos sem a necessidade de fotógrafos profissionais. Introduziu a câmera tipo “caixão” e o filme em rolos substituíveis, criados por George Eastman. Desde então o mercado fotográfico experimenta uma crescente evolução tecnológica, com inovações que facilitam a captação da imagem, melhoram a qualidade de reprodução e a rapidez do processamento. Todavia, muito pouco foi alterado nos princípios básicos da fotografia.

O que mudou muito, sim, foi o processo fotográfico depois do advento dos dispositivos digitais a partir do início deste século. Agora não é mais preciso “revelar” a foto, uma vez que você poderá conferir o resultado do seu click na tela da sua câmera, tablet ou celular. Mas, na contramão da evolução digital, um crescente número de fotógrafos está voltando a produzir trabalhos usando filmes. Os que podem fazem a revelação por conta própria usando os antigos métodos da câmara escura, outros entregam seus rolos de negativos em lojas especializadas para este fim.

Através das redes sociais alguns grupos se organizam a fim de combinar saídas fotográficas e trocar informações de onde conseguir rolos de filmes e revelação de boa qualidade pelos melhores preços. Nestes grupos, quanto mais rara e antiga é a câmera, melhor. Modelos como a Rolleiflex SL66 de 1966, a Kodak Eastman Retina Reflex IV de 1964, a Leica M3 de 1954 ou a famosa Polaroid dos anos 70, que imprime as fotos na hora, são verdadeiras vedetes dessa onda analógica. Dependendo do seu estado de conservação, uma câmera dessas alcança o valor R$ 5 mil e rolos de filmes específicos também não são baratos, o que torna este estilo vintage de fotografar inacessível para muitos.

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Leica M3 de 1954…

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…ou a famosa Polaroid dos anos 70