Edição 280Maio 2018
Sexta, 22 De Junho De 2018
Editorias

Publicado na Edição 280 Maio 2018

Leandro Ayres

Eventos sociais, culturais…

Investir em materiais de trabalho, em propaganda, em conhecimento

Eventos sociais, culturais…

Leandro Ayres

NESTE segundo artigo da série que visa dar base para quem pensa em seguir carreira profissional, abordarei o segmento que mais movimenta o mercado fotográfico, de insumos a recursos humanos. Refiro-me à fotografia de eventos sociais, seja cultural, esportivo ou corporativo.

Uma característica importante deste fotógrafo é que ele está sempre na vitrine quando atuando na captação das imagens. Em um casamento de baixo custo são, pelo menos, 150 pessoas em contato com ele e seu trabalho. Mas, por outro lado, espera-se deste profissional discrição o bastante para que não seja confundido com um convidado.

Esta vitrine explica em parte o grande número de iniciantes que miram este segmento. Quando apresenta bons resultados para seus clientes, se mantém no mercado, ampliando alcance geográfico e social e, consequentemente, o seu faturamento. No melhor caso, passa a montar e coordenar equipes de profissionais para cobrir a demanda de eventos da sua agenda. No outro extremo, porém, o iniciante que não entrega imagens com algum diferencial positivo de qualidade estará fadados a cobrar valores abaixo do mercado, o que lhe sentencia a uma morte lenta, uma vez que não sobra dinheiro para investir em novos materiais ou até mesmo para a manutenção do equipamento fotográfico. Seus dias estarão acabados.

A princípio, o que fará diferença é o investimento em materiais de trabalho, em conhecimento e em propaganda. Sim, bons produtos e serviços custam mais por envolver os melhores profissionais. Assim, um kit básico para iniciar no segmento esportivo, por exemplo, não sairá por menos de US$ 15 mil. Para casamento, perto disso, US$ 10 mil. Uma inscrição para um workshop com duração média de 16 horas com um renomado fotógrafo de casamentos custa a bagatela de R$ 2 mil. Ainda há o curso de pós produção e tratamento de imagens, fluxo de trabalho e de marketing profissional.

Quase sempre o mesmo fotógrafo oferece todas estas ferramentas, mas em workshops diferentes. Estratégia, meu amigo! Separe, então, algo em torno de R$ 10 mil só para adquirir conhecimento teórico e alguma prática. O valor a ser investido em propaganda dependerá do alcance e impacto especulado, podendo ir de módicos R$ 50/mês por um anúncio impulsionado nas redes sociais integradas (facebook/instagram, por exemplo) à R$ 5 mil associados à agência de propaganda, que irá desenvolver um plano multimídia com base em seu público alvo. Neste segmento há um certo inchaço de profissionais, portanto, tenha estes três princípios como diretrizes: aprimorar-se, atualizar-se e diferenciar-se.

De acordo com a tabela da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo, relativa aos anos de 2016 e 2017, um job de três horas pode custar de R$ 693,05 a R$ 1.070,62, dependendo do trabalho a ser realizado. Importante que você também tenha ciência de que os valores são diferentes em cada estado brasileiro. Neste âmbito, o mercado nacional, segundo estimativa da própria associação, movimenta algo em torno de R$ 380 mi/ano somente com a prestação de serviços fotográficos para fins culturais, esportivos, corporativos e demais eventos sociais.

SERVIÇO – Studio Photo Café / Museu do Café. Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico de Santos. De terça-feira a sábado, das 9 às 18 horas, e domingo, das 10 às 18 horas. (13) 3213.1750.

Característica deste fotógrafo é que, na captação das imagens, ele está sempre na vitrine

Responder