Edição 273Outubro 2017
Terça, 21 De Novembro De 2017
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Publicado na Edição 263 Dezembro 2016

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Rumo às comunidades autossustentáveis

Desenvolver indivíduos e comunidades autossustentáveis e auxiliar na erradicação da pobreza em sua origem

Rumo às comunidades autossustentáveis

Disputando com projetos de todo o mundo, um protótipo de construção de baixo custo para pequenos produtores do Estúdio Flume, de São Paulo, foi o vencedor da edição 2016 do prêmio Call for Solutions, promovido pela Fondazione Giacomo Brondolini, da Itália. O projeto entrará agora num período de incubação de três meses para ser desenvolvido.

O projeto brasileiro foi escolhido por oferecer um primeiro passo para desenvolver indivíduos e comunidades autossustentáveis e auxiliar na erradicação da pobreza em sua origem. Entre os critérios do concurso, foram avaliados o potencial para a criação de impacto positivo, o envolvimento entre comunidade local e ecossistema e a potencialidade de replicação foram levados em consideração.

A equipe do Estúdio Flume, formada pelos arquitetos Christian Teshirogi, Julia Marini e Noelia Monteiro, observou as diversas funcionalidades do babaçu, planta comum em regiões de forte êxodo rural, que oferece a madeira que reveste e protege a construção e serve como base para atividades econômicas, como a extração de óleo e a fabricação de sabão.

O protótipo possui três pilares: o uso de matérias-primas locais, de fácil acesso e baixo custo; a agilidade na construção, que leva duas semanas e é modular, permitindo o crescimento das unidades e sua fácil replicação; e o armazenamento de água das chuvas durante a estação úmida.

Baseado no centro de São Paulo desde 2015, o escritório de arquitetura e construção é uma associação dos arquitetos Noelia Monteiro e Christian Teshirogi, que uniram suas produções, após experimentações conjuntas em diferentes projetos. Mais em www.estudioflume.com.br