Edição 273Outubro 2017
Domingo, 19 De Novembro De 2017
Editorias

Publicado na Edição 267 Abril 2017

Divulgação

Resgatar as obras paralisadas

Nova Transnordestina, Porto de Pecém, Ceará, ao Porto de Suape, Pernambuco

Resgatar as obras paralisadas

O presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, propôs a realização de uma ampla discussão sobre a situação das obras paradas no País. Ele defendeu a estratégia durante reunião, em 25 de abril, em Brasília, da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento da Câmara dos Deputados.

Na avaliação de Murilo, as obras paralisadas, estimadas em 5 mil, são investimentos que foram iniciados e cuja interrupção provoca prejuízos para a sociedade. “Acho fundamental que seja realizada uma discussão com bastante rigor para acompanharmos as obras paradas. Até porque enquanto engenheiros gostamos de resultados e gostaríamos de acompanhar esses projetos”, afirmou.

A FNE é uma entidade que representa 500 mil engenheiros atuantes em todas as modalidades de Engenharia e que tem entre pontos principais de sua agenda a retomada do desenvolvimento econômico e o aprimoramento da infraestrutura nacional. Nesse sentido, avalia ser fundamental concluir os projetos de infraestrutura em andamento, o que beneficiaria a população de vários municípios e abriria frentes de trabalho atenuando o elevado nível de desemprego.

A partir da sugestão feita pelo dirigente da FNE, o presidente da Frente Parlamentar da Engenharia, Ronaldo Lessa (PDT/AL), encaminhará uma reunião conjunta com a Comissão de Obras Paradas para tratar do tema a ser realizada em maio.

Segundo Lessa, a ideia é convidar órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e ministérios que possuam dados sobre a quantidade de obras paradas e a característica desses empreendimentos. “Vamos buscar, nessas reuniões, os resultados mais produtivos possíveis, ou seja, a retomada dessas obras”, disse o deputado.

Informações preliminares de órgãos públicos indicam a existência de milhares de canteiros de obras de creches, postos de saúde, obras de saneamento e de fornecimento de água, e obras de infraestrutura de transporte.

Duas outras questões essenciais aos engenheiros também entraram na pauta da reunião da Frente Parlamentar. A primeira foi o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 13/2013, que cria a carreira de Estado para engenheiros, arquitetos e agrônomos em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal). A matéria está parada no Senado aguardando votação de requerimento que possibilite sua aprovação em plenário.

A outra é a proposta de alteração da Lei nº 5.194/1966, para instituir a composição federativa do plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), assegurando a representação permanente de todos os estados e do Distrito Federal.