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Domingo, 29 De Novembro De 2020
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Publicado na Edição 240 Janeiro 2015

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Reconciliar após a traição

Erica Aidar: “Encare o problema o quanto antes”

Reconciliar após a traição

Embora não haja uma regra para lidar com a traição, algumas medidas podem ajudar o casal que, após o episódio, busca a reconciliação. “Cada indivíduo tem uma tolerância para a infidelidade, alguns são capazes de perdoar, outros preferem romper definitivamente o relacionamento”, avalia a terapeuta ecoach Erica Aidar, ao ponderar que, além de valores individuais, o grau de envolvimento afetivo pode sinalizar a possibilidade ou não do perdão: “A traição não precisa significar necessariamente o término de uma relação, desde que o casal tenha maturidade para enfrentar o problema e buscar uma solução para que tal crise não se instale definitivamente”.

Erica elenca cinco posturas essenciais ao casal que decide investir na recuperação pós-traição.

Encare o problema o quanto antes. “Fazer de conta que está tudo bem não vai ajudar em nada”, afirma: “Se a intenção é salvar a relação, é preciso colocar o dedo na ferida e agir de forma madura”.

Libere os sentimentos negativos. Se sentir vontade de chorar, chore; se for preciso falar o que está sentindo, fale: “É importante vivenciar essa dor para que ela seja curada dando lugar a uma nova etapa”.

Não tenha medo de falar. Vale dialogar, questionar e tentar entender porque o outro teve tal atitude. “O pacto de confiança foi rompido e para que seja restabelecido é necessário reconquistá-lo”, frisa Erica.

Fuja da paranoia. Quem optou por apostar em uma segunda chance, deve libertar-se de neuras: “Não adianta dizer que perdoou e transformar a vida do outro em um martírio. Cada um deve cumprir com sua promessa”.

Proteja a relação das fofocas. “A decisão é do casal e palpites não podem atrapalhar isso”, frisa a terapeuta: “É fundamental impor limites e manter-se firme no acordo estabelecido com seu parceiro”.

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