Edição 270Julho 2017
Sexta, 18 De Agosto De 2017
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Publicado na Edição 268 Maio 2017

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Cuidado com a low carb

Melhor caminho é procurar orientação especializada

Cuidado com a low carb

A dieta da vez é a low carb, que promete perda de peso mediante a redução de considerável ingestão de carboidratos, principalmente no período noturno, e aumento do consumo de proteína e gordura saudável. O emagrecimento acontece justamente por essa menor quantidade de alimentos, que faz com que o organismo baixe a produção de glicemia no período noturno. Apesar do aparente benefício instantâneo, existem contraindicações, principalmente quando o caso for com diabéticos. De acordo com o médico Theo Webert, pacientes com diabetes que sejam desejam seguir a dieta low carb precisam de orientação profissional e um acompanhamento sistemático.

“A dieta é baseada em altas quantidades de proteína e gordura e pode ser seguida por diabéticos. Porém, eles devem estar com a taxa de glicemia controlada e constantemente observada. Até porque o diabético necessita do carboidrato complexo para o controle das taxas”, explica Webert, que atua em nutrologia. Para ele, a dieta não extingue o sacarídeo por completo; ela reduz em 100 gramas por dia o consumo desse grupo funcional, sendo este o fator preocupante para o diabético.

Em casos da deficiência glicêmica, a inclusão de carboidratos no planejamento alimentar do paciente é obrigatória e essencial. “Quando se pensa em indivíduos diabéticos, pré-diabéticos ou resistentes à insulina, sabe-se que existem alguns com desregulação constante do eixo insulínico. Neste caso, a low carb é contraindicada”, enfatiza o especialista.

Alimentos de carboidratos complexos, como mandioca, batata-doce, inhame, entre outros, ajudam na regulação da taxa glicêmica. “Eles são metabolizados lentamente, liberando glicose de forma gradativa para o sangue. Devido à quebra de moléculas progressivas, o paciente pode sentir saciedade, minimizando a eliminação de insulina após refeições”, diz, ao acrescentar: “Cada paciente possui características individuais. Portanto, sempre o melhor caminho é procurar uma orientação especializada, até mesmo para que os resultados sejam melhores e não haja algum tipo de risco para o paciente”.