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Domingo, 29 De Novembro De 2020
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Publicado na Edição 243 Abril 2015

Sérgio Furtado/Divulgação

Modernização à vista

Porto de Santos: mais espaço, físico e comercial

Modernização à vista

Nelson Tucci

Em período de maré baixa da economia nacional, é essencial as empresas estarem atentas para a retomada do crescimento. E o esperado crescimento, em qualquer setor da economia, se não vier acompanhado de inovação não se sustenta. Por isso, mais que estudar mercado é preciso investimentos, novos processos etc. Ou, resumindo, mais serviços e menos preços. O porto de Santos, seguramente, não foge à regra. A produtividade melhorou, janeiro foi bem nas exportações, mas o preço ainda recebe reclamações.

Mais serviços já existem nos últimos 20 meses, com a inauguração de dois novos terminais. Há mais espaço, físico e comercial, para quem pretende acessar o maior porto do continente sul-americano. De acordo com relatório divulgado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no primeiro trimestre do ano a concentração no mercado de contêineres já diminuiu. As três grandes empresas que detinham 94,4% do bolo, hoje têm 73,1%. E, de acordo com o mercado operador, a tendência é que os novos terminais apresentem um market share ainda mais favorável até o final do ano.

JANEIRO FELIZ – No ano passado, Santos teve movimentação/hora superior a Hamburgo (Alemanha) e Roterdã (Holanda), portos benchmark no setor, diz estudo da companhia alemã Hamburg Süd. Já a Codesp mostra que janeiro último obteve a segunda maior marca para este período, na história. O porto de Santos movimentou 7,5 milhões de toneladas, o que representa volume 8,9% maior sobre igual período de 2014. O recorde ainda é janeiro de 2013, com 7,9 milhões/t.

As exportações somaram 4,9 milhões/t, representando 14,4% de incremento sobre igual período de janeiro de 2014. Álcool (+5,6%), celulose (+11%), café em grãos (+22%), farelo de soja (+39,8%), sucos (+61,7%), gasolina (+71,8%) e óleo combustível (+94,4%) são os destaques de embarques. De outro lado, as importações somaram 2,6 milhões/t (sendo 0,2% menor que igual período do ano passado), com destaque para as descargas de amônia (+30,6%), sal (+32,2%) e enxofre (+41,2%).

Esse é o porto de Santos, que não perdeu a majestade. Por isso mesmo, o próximo passo deverá ser o de forçar a queda dos custos – item implicitamente ligado à modernização.

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