Edição 275Dezembro 2017
Domingo, 17 De Dezembro De 2017
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Publicado na Edição 260 Setembro 2016

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Economia de água de até 60%

Água das chuvas: para irrigação de plantas, vasos sanitários, lavagem de calçadas

Economia de água de até 60%

Com a realidade das crises econômicas e hídricas vivida pelos brasileiros nos últimos anos, a população passou a buscar maneiras para diminuir gastos e sobreviver aos cortes e racionamentos, que assombraram o país em 2015. Para driblar esses problemas, uma opção é aproveitar as chuvas para a captação de água pelo telhado.

O sistema de captação ajuda a economizar, em média, entre 30% e 60% de água e é feita por meio de calhas que escoam a água das chuvas para tubos. Desses tubos, as águas passam por dois filtros, o primeiro um gradeamento, que retém a sujeira grossa, e depois por uma tela, que filtra a poeira. Em seguida, a água é despejada em uma cisterna.

A floricultura Esalflores, em Curitiba, no Paraná, utiliza o sistema de captação de água de chuva há cinco anos. A cisterna especial do empreendimento tem capacidade para armazenar 30 mil litros, água que é utilizada nos vasos sanitários, na rega das plantas da loja e para lavar o piso, pois a água é cristalina, mas não potável.

O gerente geral da Esalflores, Bruno José Esperança, explica que a norma exige que o aproveitamento seja feito pelo telhado e não pelo solo, que possui contaminantes: “Por experiência, é possível economizar cerca de 30% a 60% de água. Mas, como o nosso gasto com a rega de plantas é muito grande, já atingimos uma economia de 80%. A cada 200 metros quadrado de telhado, conseguimos armazenar em períodos chuvosos até 15 mil litros. Como essa água não é potável, ela é utilizada para a manutenção da loja”.

O sistema na escala desenvolvida para a Esalflores pode custar até R$ 40 mil. Porém, em residências, a captação de água da chuva custa, aproximadamente, R$ 4 mil. “É um investimento extremamente válido”, avalia Esperança: “Além de todo o resultado financeiro, com um consumo de água até 60% menor, estamos pensando no futuro do planeta, reaproveitando uma água que até então não tinha aproveitamento algum e que contribuía para inundações, já que os grandes centros urbanos são tomados por concreto e essa água não consegue ser absorvida corretamente pelo solo”.