Edição 271Agosto 2017
Quinta, 21 De Setembro De 2017
Editorias

Publicado na Edição 252 Janeiro 2016

Sandra Netto

FÔLEGO para continuar INOVANDO

Prefeito Paulo Alexandre: desafio diário

FÔLEGO para continuar INOVANDO

Luiz Carlos Ferraz

Iniciando o quarto ano de seu mandato à frente da Prefeitura de Santos, Paulo Alexandre Barbosa comemora em janeiro os 470 anos da fundação da vila com um invejável rol de realizações. Talvez não o suficiente para silenciar a oposição política – um movimento que, na verdade, serve apenas para incentivá-lo a cumprir na íntegra sua propalada promessa de campanha, de “cuidar, inovar e avançar”. As conquistas são evidentes e, em meio à crise que solapa praticamente todos os segmentos econômicos, Santos continua dando passos importantes para satisfazer as crescentes necessidades de seu povo. Os desafios não são poucos: “O desafio na administração pública é diário”, afirma Paulo Alexandre: “É vencer a burocracia, as etapas dos projetos – desde a garantia dos recursos, passando pelos projetos básico e executivo, pelas etapas de licenciamento, execução das obras até começar a funcionar. O ritmo do poder público é diferente da iniciativa privada. Necessita de uma gestão eficiente, diária, dos procedimentos e das etapas, para que não aconteçam atrasos e percalços no caminho”. Para falar sobre Santos, ele deu a seguinte entrevista ao Jornal Perspectiva.

Como o sr. avalia Santos ao completar 470 anos?

Santos é uma a cidade cosmopolita, tem uma ótima qualidade de vida, o que é referendado pelo IDH, que coloca o município como o 5º melhor do país. Superou grandes desafios, conseguiu se reinventar e hoje é exemplo para muitas cidades. Ao completar 470 anos, Santos mostra que ainda tem fôlego para inovar. O município foi considerado, dois anos seguidos, como a melhor cidade para se viver segundo a revista Exame, o que demonstra que mantivemos a nossa qualidade de vida. O Tribunal de Contas do Estado considerou a gestão pública como muita efetiva em análise de mais de 150 quesitos. O Ministério Público nos reconheceu como o quinto melhor portal de transparência pública do Estado. E, recentemente, o município recebeu o título de cidade criativa da Unesco para a área de cinema. Estamos conseguindo também retirar antigos sonhos do papel, como o VLT. São conquistas importantes que mostram o nível de desenvolvimento e de amadurecimento da Cidade.

Como a cidade está enfrentando a atual crise econômica?

Na crise, também existem as oportunidades. Temos de aprender com esses momentos difíceis e encontrar alternativas para crescer. O Poder Público também tem a capacidade de fomentar o mercado local. Por isso, as obras públicas em andamento na cidade geram mais de 3 mil empregos, o que é fundamental para o desenvolvimento local e também do país. No ano passado, para estimular o comércio local, criamos um programa chamado Licita Santos, que incentiva a participação das empresas locais e da região, de forma a enxergarem a administração municipal como um potencial comprador. Rapidamente, aumentamos a fatia de participação das empresas da cidade. Desta forma, estimulamos o mercado local e o dinheiro fica por aqui.

O que mais o sr. tem feito para amenizar o impacto deste momento?

Estamos trabalhando com mais criatividade, inovação para obter recursos e manter os investimentos. Fizemos uma série de ajustes e implantamos programas para reduzir o custeio da máquina administrativa, aumentar a qualidade dos serviços e o investimento com o cidadão. Programas como o Eficiência Total, Processos Digitais e o de Participação Direta de Resultados (PDR) desenvolvem ações neste sentido, para garantir maior eficiência da gestão. O resultado foi o aumento da capacidade de investimentos na cidade. Estamos garantindo um grande volume de investimentos em relação às últimas décadas. Um bom exemplo de inovação foi a entrega da UPA Central, construída por uma parceira da Prefeitura, que é a Fundação Lusíada, com investimentos de R$ 22 milhões, sem custos ao município.

Quais ações, por exemplo, visam incentivar a construção civil?

Diretamente o município continua com seu plano de obras, com os projetos estruturantes e as demais intervenções de pequeno e médio porte. Temos, ainda, grandes intervenções que serão iniciadas, em breve, como a entrada da cidade, com parte das obras já licitadas. Outro ponto importante é a revisão da legislação, que está em andamento, e que visa estimular a construção de imóveis nas regiões próximas aos corredores de transporte, como o traçado do VLT.

No que Santos evoluiu desde que o sr. assumiu o governo há 3 anos?

No início do governo, elencamos as regiões que são prioridades, como os Morros, Área Central, Zona Noroeste e Continental. São os locais mais deficitários e por isso estão recebendo a maior fatia de investimentos do poder público. Neste sentido, já melhoramos e vamos continuar melhorando na atenção às pessoas que mais precisam, com policlínicas, creches, centros culturais e, acima de tudo, cidadania. Essas regiões são prioridade não no discurso, mas no recurso. Precisamos garantir a todos os santistas as mesmas condições para o desenvolvimento econômico e social.

Quais as prioridades em 2016, quando o sr. encerra o mandato?

Temos muitos investimentos que serão concluídos neste ano, como a construção de mais uma UPA, desta vez na Zona Noroeste, 10 policlínicas, o hospital dos Estivadores, quatro centros culturais, a Fundação Parque Tecnológico e diversas ciclovias, como a dos canais 4 e 5, das ruas Jovino de Melo, Afonso Schmidt, entre outras. A maior intervenção será a entrada da cidade, uma obra esperada há mais de três décadas e fundamental para garantir a mobilidade na região, na verdade, essencial para o desenvolvimento do porto e do país.