Edição 284Setembro 2018
Quarta, 17 De Outubro De 2018
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Publicado na Edição 251 Dezembro 2015

Acervo FAMS

Primeiro monumento da cidade é erguido em honra ao fundador de Santos

Monumento em honra ao fundador de Santos

Primeiro monumento da cidade é erguido em honra ao fundador de Santos

Até meados do século XIX, Santos ainda guardava um aspecto bastante próximo dos tempos coloniais, com casarões de grossas paredes e arquitetura simples. Com o advento da ferrovia, em 1867, a cidade começou a se transformar, graças à riqueza proporcionada pelas exportações de café. A forte influência da escola francesa de arquitetura, assim como a inglesa, esta trazida pelas companhias que assumiram serviços públicos importantes na cidade, como a distribuição de água e o transporte coletivo, fez surgir praticamente uma nova cidade santista, com sobrados e palacetes de fino gosto.

Se as propriedades particulares ofereciam um novo visual para a cidade, o poder público não podia ficar atrás e passou a investir na urbanização de locais importantes, como por exemplo, o entorno da Alfândega, que ganhou um plano exclusivo de revitalização.

O preço, contudo, foi alto no que se referiu à transformação do antigo Largo da Matriz na Praça da República, por conta da demolição de uma das edificações religiosas mais antigas da cidade, a Igreja Matriz, de 1742.

A contrapartida, ao menos, foi a confecção de um monumento em homenagem ao fundador de Santos, o fidalgo Braz Cubas, que fora sepultado não muito longe daquele local.

Inaugurada em 26 de janeiro de 1908, a estátua de Braz Cubas foi a primeira da história de Santos, esculpida em mármore branco de Carrara, obra do artista italiano Lorenzo Mazza, que a montou inteiramente no seu atelier, em Gênova. O monumento foi trazido em pedaços de navio desde a Itália. A figura de Braz Cubas, com trajes de cavaleiro do século XVI, destaca-se sobre o pedestal.

Uma curiosidade deste monumento são os postes que existiam em seu entorno. Dois deles foram removidos para as proximidades da Fonte 9 de julho (Praça das Bandeiras), no Gonzaga, nos anos 1920. E lá permanecem até os dias de hoje.

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br