Edição 310Novembro 2020
Sexta, 04 De Dezembro De 2020
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Publicado na Edição 241 Fevereiro 2015

Acervo FAMS

Pinacoteca Benedicto Calixto

Pinacoteca Benedicto Calixto: a história do belo casarão branco na orla da praia

Pinacoteca Benedicto Calixto

Quando Santos começou a se tornar uma cidade mais agitada, a partir da segunda metade do século XIX, as artes plásticas desembarcaram por aqui para servir à elite, onde pintores talentosos eram contratados para produzir retratos de famílias. Foi o caso de Benedicto Calixto de Jesus, considerado um dos quatro gigantes das artes plásticas paulista (ao lado de Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Oscar Pereira da Silva).

Para homenagear este grande talento da cultura litorânea, foi criado em Santos, nos anos 1990, a Pinacoteca Benedicto Calixto.

O lugar escolhido para abrigá-la foi o antigo Casarão Branco que pertenceu à família do exportador de café Francisco da Costa Pires. Construído em 1900, foi adquirido pelo comerciante em 1910, que lá residiu em dois períodos: de 1910 a 1913 e de 1921 a 1935. Entre os dois períodos chegou a ser ocupada por um asilo de inválidos. Em 1937, Pires vendeu a casa para a família Canero, de origem espanhola, que viveu no imóvel até 1979, ano em que o local foi considerado patrimônio histórico e de utilidade pública. Em 1992 passou a sediar a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto após passar por um longo período de reformas e restauração.

A entidade, então, passou a promover diversas atividades culturais, principalmente as relacionadas às artes plásticas, e recolheu por empréstimo, compra ou doação, diversas obras de artistas plásticos nacionais e estrangeiros, principalmente do pintor Benedicto Calixto, patrono do espaço. Hoje o acervo congrega 52 telas do pintor, entre retratos, paisagens e marinhas. Além da ala das obras, a Fundação conta com aproximadamente 1.200 livros, catálogos de exposições e coleção de periódicos, com foco principal nas artes plásticas.

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