Edição 284Setembro 2018
Quarta, 17 De Outubro De 2018
Editorias

Publicado na Edição 252 Janeiro 2016

Acervo FAMS

Embrião do sistema mutuário na América Latina

Conjunto Castelo Branco – BNH Aparecida: foto do início dos anos 1970

Embrião do sistema mutuário na América Latina

No final dos anos 1960, Santos foi escolhida para abrigar a primeira experiência habitacional popular do Banco Nacional de Habitação (BNH), entidade criada em 1964 para financiar empreendimentos imobiliários pelo Brasil. A decisão foi motivada pela reivindicação dos operários da Baixada Santista, em especial os operários do Pólo Petroquímico de Cubatão e do Porto de Santos, que formaram uma cooperativa para viabilizar o empreendimento.

O primeiro passo foi a aquisição da área, de 146,2 mil metros quadrados, no bairro da Aparecida, pertencente ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), que em outros tempos abrigava a pista de corrida do extinto Jóquei Clube de Santos.

As obras começaram em 1967, a cargo das construtoras Ecel e Guarantan e sob a supervisão do Instituto Nacional de Orientação às Cooperativas (Inocoop).

O projeto do Conjunto Residencial ficou a cargo dos arquitetos Oswaldo Correa Gonçalves e Paulo Buccolo Ballario. O plano contemplava a construção de 97 prédios de quatro pavimentos, totalizando a oferta de 3.288 apartamentos, sendo 208 de um quarto e demais dependências; 1.600 com dois quartos; 912 com três; e 568 com três quartos mais espaçosos, que foram rotulados como “Plano 4” (um quarto poderia ser transformado em dois).

O conjunto, que recebeu o nome do ex-presidente Marechal Castelo Branco, foi inaugurado em 1970. No início, ele formava um só bloco, com um síndico responsável por todos os 97 prédios. Mais tarde foi dividido em 12 blocos – Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela – cada qual com seu síndico.

Hoje, passados mais de 45 anos de existência, o BNH da Aparecida, como é conhecido por todos, é uma das áreas mais densas da cidade, e dona de histórias pessoais únicas, que ainda são contadas nas esquinas e guardadas com carinho na memória de muitos santistas.

Conheça o trabalho desenvolvido pela Fundação Arquivo e Memória de Santos: acesse o site www.fundasantos.org.br