Edição 308Setembro 2020
Quarta, 21 De Outubro De 2020
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Publicado na Edição 305 Junho 2020

Flutd. Doença do trato urinário inferior dos felinos

Flutd. Doença do trato urinário inferior dos felinos

SUF: coma e morte em 48 a 72 horas em anúria

Conhecida até pouco tempo como Síndrome Urológica Felina (SUF), a Flutd, ou Feline Lower Urinary Tract Disease, é uma patologia que afeta somente os gatos machos e nos últimos anos vem aumentando a incidência, alerta do médico veterinário Eduardo Ribeiro Filetti. A causa específica da doença é desconhecida, porém, acomete principalmente os gatos que se alimentam exclusivamente de alimentação seca.

Professor universitário e pós-graduado em saúde pública, dr. Filetti explica que a SUF leva à obstrução da uretra do animal, ocasionada por cristais e cálculos que se formam no trato urinário. É conhecida também como doença do gato bloqueado. Os sinais da SUF são: desconforto abdominal, dificuldade e dor para urinar (disúria); tentativas de micção (confundido com tenesmo), urinar pouco várias vezes (polaquiúria), sangue na urina (hematúria), ausência de micção (anúria), lambedura do pênis, vômito, desidratação, anorexia, quadro de toxemia (uremia: urina no sangue), depressão – coma e morte em 48 a 72 horas em anúria.

Dificuldade para defecar é a expressão que o animal passa devido à posição que o gato adota. O diâmetro da uretra peniana do gato é de 0,7 mm, ficando assim muito difícil a desobstrução da uretra. As sondas fabricadas para desobstrução da uretra são importadas, pois as nacionais tem diâmetro muito superior a 0,7 mm. Muitos gatos, após as crises de obstrução, têm recidivas posteriores. Portanto, além da desobstrução, outras condutas devem ser adotadas para evitar essas recidivas. Por isso, em caso de obstrução ureteral, procure urgente a orientação de um profissional, que saberá como conduzir o tratamento. Todo tratamento tem prognóstico reservado.


FUNCIONA em Londrina, no Paraná, o Centro de Reabilitação do Instituto Brasileiro de Educação e Terapia Assistida por Animais (Ibetaa), que disponibiliza atendimento gratuito para crianças que apresentam disfunção de ordem cognitiva, emocional ou físico-motora, com a participação de cães e gatos de terapia como instrumentos facilitadores no ambiente clínico, promovendo os benefícios biopsicossociais decorrentes da interação humano-animal.

“O grande diferencial do serviço disponibilizado à população é a inserção do cão como ‘coterapeuta’, ao lado de profissionais das áreas da saúde e da educação, de maneira a alcançar pacientes que, no atendimento convencional, não evoluem”, explica Luciana Issa, diretora técnica do Ibetaa: “Outro benefício se refere ao tempo de evolução do assistido, ou seja, maior progresso em menor tempo, tendo como base a motivação do paciente gerada pelo vínculo humano-animal”. Mais em www.ibetaa.org.br

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