Edição 276Janeiro 2018
Domingo, 25 De Fevereiro De 2018
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Publicado na Edição 276 Janeiro 2018

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Joia religiosa da arquitetura barroca

Altar-mor da Igreja do Carmo: declarada Patrimônio Histórico Artístico Nacional

Joia religiosa da arquitetura barroca

Construída em 1777 em homenagem a Nossa Senhora do Monte Carmelo, a singela joia da arquitetura barroca é o destaque entre as 50 igrejas e capelas católicas da estância turística de Itu. Distante 100 km da capital paulista, o município tem grande tradição religiosa e já foi chamada de “Roma Brasileira” pela fé do seu povo e pela diversidade de templos.

A igreja do Carmo foi construída sobre a primeira edificação do Convento Carmelita, que data de 1719, obra do frei João Batista de Jesus, sob ordem de D. João V, atendendo ao pedido das Câmaras de Itu e Sorocaba. Lá, os frades carmelitas começaram a trabalhar na região na educação religiosa e na formação de novos sacerdotes. Todavia, um decreto imperial vedou a entrada de frades estrangeiros no país e por consequência acabou com a formação de novos religiosos. Dessa forma, o convento foi decaindo por falta de seminaristas, até que, em 1872, foi forçado a fechar suas portas. Só a partir de abril de 1917 o convento retomou as atividades com a chegada a Itu dos frades carmelitas: frei Maurício Laus e frei Bruno Nielen, que restauraram e habitaram o velho convento.

Declarada Patrimônio Histórico Artístico Nacional em 1967, a igreja do Carmo está localizada na Praça da Independência, no Centro Histórico, e só abre no horário das missas: diariamente, às 18 horas. Em seu interior há obras primas da arte barroca, como o altar-mor pintado pelo padre Jesuíno do Monte Carmelo.

O templo guarda imagens barrocas, entre elas “Jesus”, reconhecida como importante representação do Barroco. Nos altares laterais estão as imagens da Procissão do Triunfo de Nosso Senhor, datadas do século XVIII. São diversas grandes imagens, que foram entalhadas no Rio de Janeiro e que representam os passos da Via Sacra.

A devoção e história de Nossa Senhora do Carmo remonta ao Monte Carmelo, onde o profeta Elias viveu na solidão, como ermitão, em torno do ano de 850 a.C. Era um homem de Deus, pois deixava que o Senhor fizesse parte de sua vida. Mais tarde, também inspirados pelos testemunhos de Elias e em seu modo de viver através da oração e do silêncio, um grupo de homens, de várias partes da Europa, chegou ao Monte Carmelo, na região da atual Palestina, procurando entregar suas vidas a Jesus Cristo. Entre 1206 e 1214, Santo Alberto redigiu uma regra para estes eremitas. A Regra da Ordem do Carmo foi aprovada definitivamente pelo Papa Inocêncio IV, em 1247.