Edição 296Setembro 2019
Sexta, 18 De Outubro De 2019
Editorias

Publicado em 13/04/2019 - 8:16 am em | 0 comentários

Divulgação

Inserir indígena no ensino superior é importante para preservar cultura

Inserir indígena no ensino superior é importante para preservar cultura

De acordo com dados do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de indígenas matriculados no ensino superior cresceu 255% entre os anos de 2010 e 2016. A indígena Danila Feroye faz parte desta estatística e, para mostrar a vida da estudante, o Conselho Federal de Administração (CFA) foi a Parintins, no Amazonas.

Danyla tem 18 anos e é aluna do curso de administração da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Ela pertence à comunidade indígena Hixaryana e decidiu morar longe de sua família, cultura e costumes nativos para aprender as ferramentas da profissão e aplicar o conhecimento na própria aldeia. “Pensei em cursar Administração por conta da minha comunidade, para ajudar nossa sociedade”, disse a estudante.

Atualmente, ela mora em uma república universitária e conta que já está se adaptando à nova moradia e gostando da convivência com colegas e professores. “Não é fácil [para o] indígena estudar, mas eu quero e vou ser administradora. Meus colegas me ajudam muito, me respeitam e tratam bem”, ressaltou Danila.

Para o presidente do CFA, Mauro Kreuz, inserir indígenas no ensino superior é importante para a preservação das comunidades. “Uma vez graduados, eles retornam para suas aldeias e, com conhecimento adequado, ajudam a organizar melhor suas rotinas sem depender diretamente de outras pessoas. Isso, certamente, enriquece a cultura indígena”, avalia o presidente, ao ressaltar que a história de Danila é motivadora: “Ela tem superado diferenças culturais, linguísticas e até a distância para poder cursar ensino superior. Isso é inspirador”.

Assim como Danila, indígenas de todo país têm a possibilidade de acessar a educação superior devido, principalmente, à realização de políticas afirmativas como a Lei de Cotas (Lei nº 12.711) que obriga universidades a reservar vagas para pardos, negros e indígenas.

Além da política de cotas, algumas universidades realizam vestibular exclusivo para estudantes indígenas. A seleção é feita por meio de acordo de cooperação técnica com a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O CFA é um órgão normativo, consultivo, orientador e disciplinador do exercício da profissão de Administrador, sediado na capital federal, responsável por controlar e fiscalizar as atividades financeiras e administrativas do Sistema CFA/CRAs. O Sistema tem como missão promover a Ciência da Administração valorizando as competências profissionais, a sustentabilidade das organizações e o desenvolvimento do país. É integrado pelo CFA e pelos 27 Conselhos Regionais de Administração – CRAs, sediados em todos os estados da Federação. Mais em www.cfa.org.br