Edição 275Dezembro 2017
Segunda, 18 De Dezembro De 2017
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Publicado na Edição 251 Dezembro 2015

Reprodução

Fotografia Fine Art

Exemplo de Fine Art: “The Rhine II”, foto de Andreas Gursky

Fotografia Fine Art

QUANDO pensamos em decorar um ambiente, as opções mais óbvias nos saltam a memória: peças de antiquário, móveis de design contemporâneo, plantas ornamentais, tapetes e cortinas, quadros e… é aqui que quero chegar. Normalmente, as artes plásticas são a expressão artística que mais estampam as telas, com méritos aos grandes artistas, que fazem de suas obras uma celebração ao talento. Hoje, contudo, a fotografia é a vertente artística que mais cresce neste âmbito.

A fotografia Fine Art, como é chamada a fotografia artística, é onde repousam nomes mundialmente conhecidos. Posso citar os brasileiros Vik Muniz e Alberto Morell, que tiveram uma valorização meteórica de seus trabalhos nas galerias fora do Brasil, e ainda o fotógrafo alemão Andreas Gursky, que vendeu uma de suas obras por 4,3 milhões de dólares, uma das fotografias mais valiosas já comercializada.

Além de muita habilidade, esse tipo de fotografia requer um talento extraordinário e um olhar atento do autor. O procedimento de pós-produção das imagens é minucioso e deverá passar pela escolha certa do tipo de papel, tinta e impressora apropriada. As obras têm tiragem bastante limitada e são numeradas para lhes conferir raridade. Poucos são os profissionais que detém este conhecimento e por isso suas obras são tão valorizadas no mercado de artes.

Quem não tem tanto dinheiro para investir em uma fotografia Fine Art poderá comprar ampliações de fotos com um ótimo acabamento de fotógrafos (bem) menos conhecidos, aqui mesmo em Santos. Eu poderia citar centenas de fotógrafos santistas que desenvolvem este trabalho, mas, para não esquecer ninguém, faço apenas esta consideração. Aos interessados, busquem nas páginas do Facebook relacionadas à fotografia, como a “Melhor de Santos”, por exemplo.