Edição 285Outubro 2018
Quinta, 15 De Novembro De 2018
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Publicado na Edição 285 Outubro 2018

(Re) unir com diálogo

Luiz Carlos Ferraz

Numa Democracia, a voz das urnas é insofismável. Não tem o que discutir; embora admita gemer e espernear… Quem ganha, conquista absoluta autoridade para comemorar à exaustão e, durante o período do mandato, exercer plenamente o poder delegado pelo povo – procurando, é claro, honrar as promessas feitas e repetidas na campanha; enfim, governar para todos com ética e responsabilidade. Quem perde… Ora, quem perde telefona para o vitorioso e deseja sucesso, agradece ao eleitor os votos que recebeu, mas que não foram suficientes. Se for o caso, pode ir já pensando na próxima eleição – daqui a dois ou quatro anos, nem se importando muito a qual cargo, eis que para o profissional da política o que vale mesmo é participar do pleito, podendo escolher, caso ganhe, cumprir ou não o mandato, pois o primordial é aparecer, entre outras cositas mais… Ao final do segundo turno das eleições presidenciais, em 28 de outubro, as cenas voltarão a se repetir, ainda que imediatamente não tenham sido digeridas com sinceridade pelo derrotado da vez e seus seguidores – que teimarão em menosprezar a qualidade da força do adversário vitorioso, como se fosse possível estabelecer uma escala de valores em cada voto, tão bem denominado sufrágio universal. Afinal, somos todos brasileiros! E eu, aqui no Sudeste, não sou mais nem menos brasileiro em relação ao que está em qualquer outra parte do Brasil. É triste e dá pena de quem pensa o contrário. Restará ao ungido, isto sim, discursar após a vitória e, ao conclamar pela união em favor do futuro da pátria, do povo, celebrar a Democracia e enfatizar o diálogo como compromisso de governo.