Edição 275Dezembro 2017
Domingo, 17 De Dezembro De 2017
Editorias

Publicado na Edição 257 Junho 2016

Calma nessa hora…

Nelson Tucci

A quantas anda o seu ânimo com o país? Você já se perguntou isso, enquanto ouve queixas de toda a torcida do Corinthians, do Flamengo, do Santos, da Portuguesa Santista e do Jabuca somadas? E… continuará a batalha por um país mais decente ou está a fim de dar um “bye bye, Brasil”? Antes da resposta definitiva, um registro da fala de Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, que, em 29 passado, na capital paulista, disse: “Sei de pessoas que falam em deixar o país. Penso que é preciso resolver as coisas e não fugir delas. Pessoas saem do Brasil, mas o Brasil não sai delas!”. E arrematou: “Nós precisamos ser agentes da história e donos da nossa vontade; não passar por vítimas do passado”. O integrante do Ministério Público foi aplaudido de pé por uma plateia de empresários, advogados e consultores empresariais.

O Brasil não é um mar de rosas, mas é o melhor país do mundo. Entendeu? Empresários brazucas sabem disso. Vejamos: após seis meses de letargia, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio, da Fecomércio, atingiu 80,6 pontos em junho, representando subida de 6,1% sobre maio. Outro termômetro é a pesquisa do Sebrae-SP com empresários do segmento de Alimentação Fora do Lar: 47% querem implementar novos serviços; 88% diversificam o cardápio para atender a clientela que está mudando e 79% anunciam promoções. Nesse turbilhão de opiniões e intenções, registre-se a confiança do consumidor. Segundo aponta pesquisa da Fundação Getulio Vargas, a confiança do consumidor aumentou de maio para junho. O indicador avançou 3,4 pontos, passando para 71,3. Vista de longe, parece aquela historinha do paciente de UTI que começa a acreditar na existência do futuro e que para materializá-lo é preciso sair de lá e voltar a arregaçar as mangas. Assim é o Brasil, um país roubado por muita gente no passado, mas que tem sempre um auspicioso futuro a nos oferecer.