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Publicado na Edição 241 Fevereiro 2015

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Tabagismo impacta audibilidade

Perda auditiva deteriora qualidade de vida do indivíduo

Tabagismo impacta audibilidade

Estudo preliminar realizado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) indica que adultos fumantes apresentam resultados de audibilidade piores que os não fumantes. O ambulatório de Fonoaudiologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) realizou exames de audiometria em 16 indivíduos, sendo oito fumantes e oito não fumantes, com idades entre 18 e 40 anos, para analisar o impacto do tabagismo na audição.

Além da audiometria convencional que avalia as frequências de 250Hz a 8kHz, foi realizada audiometria de altas frequências, onde foram testadas as frequências de 9kHz a 18kHz. Na análise dos resultados, verificou-se que indivíduos fumantes, quando comparados a indivíduos não fumantes, tendem a apresentar resultados de audibilidade piores nos exames de audiometria convencional, assim como no exame que pesquisou os limiares em altas frequências.

Para a fonoaudióloga Claudia Colalto, a pesquisa dos limiares auditivos na faixa das altas frequências possibilita o diagnóstico precoce da perda auditiva, já que essas frequências costumam ser prejudicadas antes das pesquisadas na audiometria convencional (de 250Hz a 8kHz). “A perda auditiva interfere, principalmente, na compreensão da fala e deteriora de maneira expressiva a qualidade de vida do indivíduo. Desta forma, o diagnóstico precoce é mandatório para evitar sua progressão e minimizar suas consequências”, explica Claudia.

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