Edição 310Novembro 2020
Quarta, 02 De Dezembro De 2020
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Publicado na Edição 243 Abril 2015

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Mulheres com diabetes também sofrem doenças do coração

Maioria, contudo, não apresenta dor no peito

Mulheres com diabetes também sofrem doenças do coração

Estudo realizado no Brasil demonstrou que em 41% das mulheres que têm diabetes foi detectada doença isquêmica do coração (DIC) – tipo que mais mata mulheres na América Latina. Além disso, a doença é frequentemente silenciosa: 50% das mulheres analisadas no estudo tinham DIC sem apresentar a clássica dor no peito, chamado angina típica, considerada sinal de alarme importante. “É impressionante como normalmente não havia queixa de angina típica”, avalia o cardiologista nuclear João V. Vítola, responsável pela condução do estudo: “Este fato nos faz pensar sobre novas estratégias na avaliação de pacientes sem sintomas típicos, para prevenirmos de forma mais eficaz infarto do miocárdio e morte súbita”.

Os dados foram processados com base em 10 anos de registros de exames de 41.671 pacientes da Quanta Diagnóstico e Terapia, em Curitiba, no Paraná. Entre esses pacientes, 44,7%, cerca de 18.600, são mulheres. O estudo foi publicado na revista científica Current Cardiovascular Imaging Reports, que apresenta avanços internacionais na área de diagnóstico por imagem em medicina cardiovascular. “Por meio do exame diagnóstico SPECT MPI (tomografia computadorizada por emissão de fóton único com cintilografia de perfusão miocárdica), são demonstradas quais as variáveis mais úteis para identificar pacientes com maior risco de infarto ou morte súbita e orientar a prevenção e o tratamento mais adequado para pacientes que vivem nessa parte do mundo”, afirma Vítola, que é diretor da Quanta.

Ele acrescenta que é provável que a incidência de problemas cardíacos e mortalidade por DIC na América Latina aumente ainda mais por causa do envelhecimento da população e pelo crescente número de casos de diabetes resultante da adoção do estilo de vida moderno: “A prevenção será essencial para combater essa realidade terrível”. A Federação Internacional do Diabetes prevê que o número de diabéticos no mundo irá dobrar até 2030.

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