Edição 310Novembro 2020
Sexta, 04 De Dezembro De 2020
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Publicado na Edição 256 Maio 2016

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Hipertensão arterial. Mitos e verdades!

Doença silenciosa dificilmente apresenta sintomas

Hipertensão arterial. Mitos e verdades!

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, mais da metade dos idosos tem pressão alta, 30% da população em geral e 5% das crianças. Trata-se de uma doença silenciosa que dificilmente apresenta sintomas e, por isso, gera preocupação. Se não tratada, a hipertensão pode provocar derrames cerebrais, doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito), insuficiência renal ou paralisação dos rins e alterações na visão que podem levar à cegueira. O cirurgião cardiovascular Marcelo Sobral, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, selecionou alguns mitos e verdades sobre a doença.

Se eu não sinto sintomas de hipertensão, não tenho a doença.

Mito – A maioria dos hipertensos não apresenta sinais referentes à doença, ou seja, esse problema pode ser assintomático. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, dor na nuca, enjoos, tonturas e falta de ar e aparecem, na maior parte das vezes, quando a doença já causou danos ao nosso corpo.

O sal eleva a pressão arterial.

Verdade – O consumo em excesso do sal pode causar retenção de líquido, inchaço e aumento da pressão arterial. É recomendado a ingestão máxima de 3 gramas de sal/dia. Uma dica importante é substituir a opção refinada por temperos ou até sal rosa ou integral que além de possuírem diferentes minerais ainda reduzem a pressão arterial.

A boa alimentação auxilia no controle da pressão alta.

Verdade – O sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o surgimento da pressão alta, já que exige do coração um maior esforço. O consumo em excesso de gordura saturada e o baixo consumo de alimentos saudáveis, como frutas e verduras, contribuem para o aparecimento da hipertensão.

O estresse não tem qualquer ligação com pressão alta.

Mito – O estresse, reação natural do nosso organismo, causa a elevação da pressão do nosso coração. Por isso, o estresse está extremamente ligado ao aparecimento da hipertensão. É importante manter uma rotina tranquila.

A hipertensão é predominante em mulheres.

Verdade – A prevalência da pressão alta aumenta com a idade, cerca de 60 a 70% da população acima de 70 anos é hipertensa. As mulheres apresentam incidência maior de pressão alta em relação aos homens e essa relação se mantém após os 50 anos (menopausa). Em relação à etnia, além de ser mais comum em indivíduos afros descendentes, especialmente em mulheres, a pressão alta é mais grave e apresenta maior taxa de mortalidade.

Hipertensão arterial sempre é hereditária.

Mito – Nem sempre. A hipertensão arterial é classificada em primária, que corresponde a 90% da população de doentes e trata-se de uma síndrome que depende de fatores genéticos e ambientais (consumo excessivo de sal e álcool, obesidade, sedentarismo e o estresse). No caso da secundária, doenças das artérias renais, glandulares e endurecimento de paredes de grandes artérias causam o aumento pressórico.

Com a pressão controlada, o paciente pode interromper a medicação.

Mito – Mesmo com a pressão sob controle, não é permitido parar com a medicação, uma vez que a pressão só está controlada devido aos medicamentos. Exceção à hipertensão secundária ou relacionada ao estilo de vida, por exemplo, sedentarismo e obesidade, já que com a mudança de hábito, a pressão alta pode desaparecer.

Exercícios físicos auxiliam no combate à hipertensão arterial.

Verdade – A prática esportiva ajuda a romper o ciclo do sedentarismo e promove melhoras no condicionamento físico.

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