Edição 353Junho 2024
Segunda, 24 De Junho De 2024
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Publicado na Edição 344 Setembro 2023

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Versões diferentes para mal semelhante

Vapes: falsa promessa de possuir menos toxicas

Versões diferentes para mal semelhante

Cigarro convencional, eletrônico, “paiero”, narguilé…, a indústria do tabaco é ativa na releitura para o vício que traz malefícios em todas as suas roupagens. Pelo menos 40% dos óbitos por doenças em todo o mundo estão relacionados ao tabagismo. “Se olhar especificamente para o câncer, o tabaco é o agente causal mais importante”, afirma André Moraes, oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas: “O produto está associado a uma série de tumores, não só de pulmão, mas do trato aéreo digestivo alto, pâncreas, rim, colo de útero em mulheres, bexiga. Talvez seja mais importante a interferência do tabaco nas doenças de bexiga do que nas de pulmão”.

Os vapes (cigarros eletrônicos) e os “paieros” (de palha) são responsáveis por disseminar entre os jovens a falsa ideia de acarretarem menor risco à saúde em comparação ao cigarro industrializado. Segundo o oncologista, o discurso se resume a marketing da indústria do tabago para recuperar terreno no mercado de consumo: “Um indivíduo que fuma quatro cigarros de palha por dia, na verdade está fumando um maço de cigarro industrializado pela proporção das toxinas. O cigarro de palha tem uma potência tabágica cinco vezes maior que a do cigarro de papel. Do ponto de vista da dosagem de alcatrão e nicotina, as concentrações são maiores”.

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