Edição 353Junho 2024
Sexta, 19 De Julho De 2024
Editorias

Publicado em 22/03/2023 - 7:00 am em | 0 comentários

Divulgação

Com aumento de 17,5%, IPSA chega ao patamar mais elevado em 12 meses

Diversos fatores contribuíram para o aumento

Com aumento de 17,5%, IPSA chega ao patamar mais elevado em 12 meses

Em fevereiro o Índice de Preços do Seguro Automóvel (IPSA) chegou a 6,7%, terceira alta mensal seguida, superando o patamar de janeiro passado, informou a TEx, insurtech especializada em soluções on-line para o mercado segurador. O estudo apurou que o índice apresentou aumento de 17,5% no acumulado dos últimos 12 meses e, na comparação com o mês anterior, sinaliza alta de 1,5% em fevereiro.  

De acordo com Emir Zanatto, CEO da TEx, há diversos fatores que podem ter contribuído para o aumento de 17,5% nos preços do seguro de automóveis desde fevereiro de 2022: “Ainda sentimos os efeitos da pandemia, principalmente na indústria automobilística. Estamos vendo montadoras diminuindo a produção justamente pela falta de peças na cadeia de suprimentos do setor, levando o encarecimento de veículos seminovos e usados”.

Além disso, também vale citar o aumento nos índices de roubo e furto em algumas regiões, como no estado de São Paulo, onde houve crescimento de 18,4% em 2022 na comparação com 2021. “A dificuldade sentida pela indústria na aquisição de peças também impacta o seguro, uma vez que potencializa o comércio de peças paralelas o que leva ao aumento de roubo e furto de veículos. Esse aumento na incidência dos crimes é outro fator que contribui para o reajuste dos preços por parte das seguradoras”, afirmou Emir.

Olhando para a série histórica, no primeiro semestre de 2021 o IPSA teve uma sequência de reduções, passando depois por um período de alta e terminando o ano no mesmo patamar do início. Já 2022 apresentou elevações até meados do ano e depois algumas leves reduções, fechando com uma retomada da alta: “O ano atual começou em um patamar muito mais caro do que os anteriores e segue assim até o momento”.

O IPSA por sexo em fevereiro apresentou um fenômeno incomum, tendo o sexo masculino aumentado ao mesmo tempo em que o feminino se reduziu. Para o masculino houve alta de 1,8%; já no feminino a redução foi de 1,6%. “Nos últimos 12 meses esse efeito de direções contrárias só havia ocorrido uma vez, em outubro do ano passado”, acrescentou o CEO da TEx.

O estado civil também influencia no valor do seguro automóvel. De acordo com o IPSA, homens solteiros pagaram em média 10,4% no seguro de automóvel, sendo 62,5% mais caro que homens casados, que pagaram 6,4% em média. Já entre as mulheres, a distância entre solteiras e casadas é menor 32,1%.

Observando o IPSA por faixa etária, o executivo destaca que a elevação do índice geral afetou de forma similar quase todas as faixas etárias: “A exceções foram para a faixa dos 18 aos 25 anos que teve uma queda de 0,9%, e dos 56 ou mais anos que se manteve estável”.

A região onde o segurado reside é um fator muito importante na precificação do seguro, pois interfere diretamente nas taxas de roubo e furto: “Ao analisar por região, podemos observar que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro pagou 7,5% (do valor do seguro do carro), 66,6% a mais em comparação à Região Metropolitana de Belém, que teve o valor do seguro do carro na casa dos 4,5%”.

Especificamente na cidade de São Paulo, o IPSA revela que o seguro na Zona Leste é 75% superior à região central. Já em Belo Horizonte o índice apresentou uma amplitude menor: a Zona Norte da capital mineira, região com maior índice da cidade, pagou 64,3% a mais do que o Centro, região com o menor índice. Na capital fluminense, a Zona Norte apresentou o maior índice (8,6%) enquanto a Zona Sul do Rio de Janeiro obteve o menor valor (4,7%).

Já o Centro de Recife, segundo índice mais caro, é apenas 21,3% maior que a Zona Noroeste, índice mais barato, sendo ao mesmo tempo 22% menor que a Zona Sudoeste, índice seguinte e o mais caro da capital pernambucana, o que denota certo desequilíbrio entre esta região e o restante da cidade.

Em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo Teleport, ferramenta mais usada pelas corretoras de seguros no país, o Chevrolet Onix segue na liderança com 7,3% do volume total, seguido pelo Hyundai HB20 com 5,1% e o Hyundai Creta com 3,1%. O top 10 dos carros mais cotados representa 35,1% do total de automóveis cotados no mês de janeiro.

Em relação a análise do IPSA de veículos híbrido, elétrico e a combustão com até dois anos de idade, um número chama a atenção do executivo. Os automóveis elétricos/híbridos possuem o IPSA em média 30% inferior aos veículos à gasolina. ”Isto provavelmente ocorre porque ainda não existe um mercado paralelo para as peças de carro elétrico, então o roubo/furto desses veículos é menor. O roubo/furto pode representar mais de 50% do preço do seguro em algumas regiões”.

Outro ponto destacado por Emir é justamente a variação do índice de veículos a diesel, que se manteve no topo com 5,3%. Já o índice de elétricos superou o de híbridos, tendo crescido 26,5% no último mês: “Historicamente, os índices de propulsões alternativas são menores que os de veículos à combustão. Isso ocorre em grande parte por conta da manutenção mais simples e dos riscos menores de roubo e furto dos veículos híbridos e elétricos”.

O IPSA é produzido com base nos dados do TEx Analytics, ferramenta de inteligência de mercado desenvolvida pela TEx e dividido em 13 indicadores: IPSA, que mede a inflação geral e leva em consideração segurados de ambos os sexos de todo o país, IPSA por gênero, IPSA por faixa etária, IPSA por estado civil, IPSA por população, IPSA por região, IPSA por idade do veículo, IPSA por tipo de Seguro, IPSA por valor da tabela Fipe, Ranking de mais Cotados por Combustíveis, Ranking de Carros Elétricos Mais Cotados, Ranking de Carros Híbridos mais Cotados, Comparativo do IPSA por Combustível, e ranking de carros mais cotados pelo Teleport.

Responder