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Publicado em 27/09/2023 - 6:59 am em | 0 comentários

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Alimentação pode ser aliada no tratamento de ansiedade e depressão

Cuidar da alimentação: vida com mais qualidade e bem-estar

Alimentação pode ser aliada no tratamento de ansiedade e depressão

A relação entre alimentação e saúde mental está ligada à produção de neurotransmissores relacionados às emoções, afirma a nutricionista Camila Correa Dornelles, ao alertar que desequilíbrios na flora intestinal podem contribuir para inflamações que afetam a produção desses neurotransmissores. A serotonina, por exemplo, explica Camila, possui um papel fundamental na regulação do humor, sono, apetite e sensação de bem-estar, e no desempenho de funções como memória e aprendizagem. Dessa forma, baixos níveis de serotonina podem interferir na saúde mental, ocasionando situações de insônia, isolamento social, baixa autoestima, tristeza e, em casos mais sérios, depressão e ansiedade.

Camila atua na UBS Jardim São Bento, que é gerenciada pelo Cejam em parceria com a Secretaria da Saúde da Prefeitura de São Paulo. Conforme acrescentou, estudo publicado recentemente no Journal of Affective Disorders associou a ingestão em excesso de alimentos ultraprocessados como um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a depressão. Nesse sentido, a alimentação pode, de fato, ser uma grande aliada na prevenção e no tratamento dessas doenças.

De forma geral, uma alimentação balanceada e nutritiva é essencial para uma vida mais saudável. No entanto, a nutricionista destaca que alguns nutrientes são especialmente importantes quando o assunto é regulação de humor e diminuição da ansiedade.

. Ácidos Graxos Ômega-3: presente em peixes, castanhas e sementes.

. Vitaminas do Complexo B: presente em carne magra, frango, ovos, legumes, grãos integrais, espinafre e abacate.

. Magnésio: presente em vegetais de folhas verde-escuras, nozes, sementes, abacate, banana e grãos integrais.

. Triptofano: presente em queijos, amendoim, ovos, peixe, batata, leite, banana, abacate e chocolate amargo.

. Antioxidantes: frutas e vegetais coloridos são ricos em antioxidantes, como vitamina C e E.

. Probióticos: presentes em iogurtes, kefir e chucrute.

A profissional orienta que esses alimentos podem ser distribuídos nas refeições ao longo do dia e reforça a importância do consumo de água e, se possível, outros líquidos como chás de ervas: “Ter equilíbrio nas refeições é fundamental, pequenas mudanças ao longo do tempo podem ter um impacto positivo e duradouro na saúde mental”.

O que evitar? Alimentos com alto teor de gorduras, aditivos, açúcares refinados, carboidratos simples e cafeína, como doces, refrigerantes, enlatados, energéticos e café, além de bebidas alcoólicas, devem ser evitados ou consumidos com moderação.

“Quando nos sentimos ansiosos ou estressados, muitas vezes, recorremos a alimentos ricos em açúcar ou gordura para nos confortar. Esses alimentos podem fornecer uma sensação temporária de alívio, mas também podem levar a um ciclo vicioso de compulsão alimentar e sentimentos negativos”, frisa Camila, ao indicar, além da alimentação, alguns hábitos que contribuem para a saúde física e mental, como a prática regular de atividades, técnicas de meditação e ioga, rede de apoio com familiares e amigos e momentos de lazer.

A nutricionista diz que tais cuidados não substituem tratamento e acompanhamento profissional com psicólogo e/ou médico psiquiatra: “Cada pessoa é única, então é importante encontrar uma combinação de cuidados que funcione melhor para você. Se a ansiedade está causando dificuldades significativas, é aconselhável buscar orientação profissional para um tratamento adequado”.

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