Edição 353Junho 2024
Segunda, 24 De Junho De 2024
Editorias

Publicado na Edição 345 Outubro 2023

Será que meu filho tem estrabismo?

Seu filho fecha um dos olhos quando está no sol? Gira a cabeça para enxergar melhor? Apresenta visão dupla ou dificuldade para ler? Esses podem ser alguns dos comportamentos que demonstram a possibilidade de estrabismo. Além desses, a criança pode também sentir dor de cabeça, dificuldade para lacrimejar ou dor nos olhos. E, um alerta: criança com estrabismo pode simplesmente não apresentar sintoma nenhum, além do desalinhamento do olhar.

É o que explica a oftalmologista Claudia Faria, especialista em estrabismo do Hospital Albert Einstein: “O estrabismo é a perda do paralelismo entre os olhos. Na maioria das vezes, sua causa eì desconhecida”. Quando ele aparece na vida adulta, as causas centrais tendem a ser traumatismo craniano, diabetes e problemas vasculares, como aneurismas, tumores cerebrais entre outros. E, quando não tratado da forma e na idade correta, o estrabismo pode comprometer a visão binocular (3D), gerar problemas psicológicos, sociais e econômicos, graças ao desvio ocular.

Claudia conta que um sintoma clássico do estrabismo que precisa ser observado é a ambliopia, uma baixa visão em um dos olhos, algo nem sempre simples de ser detectado. “Como a criança apresenta comportamento normal mesmo enxergando bem com apenas um dos olhos é muito importante os pais levarem a criança para avaliação oftalmológica”, alerta, ao reforçar que a situação é contornável até os 8 anos de idade.

Como são vários os tipos de estrabismo, a especialista afirma que os tratamentos também são específicos: “Alguns são corrigidos com o uso de óculos, outros com óculos e cirurgia de correção de estrabismo e há aqueles que são corrigidos apenas com a cirurgia. Em alguns casos, pode ser realizado o tratamento do estrabismo com toxina botulínica. A oclusão (ou tampão) é utilizada principalmente para o tratamento da ambliopia, a baixa visão causada pelo estrabismo”.

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